Gestão & Negócios
6/09/2007
A questão é polêmica e ainda vai dar muito o que falar. O Cade condenou o Shopping Iguatemi de São Paulo no processo movido pelo Shopping Eldorado e apoiado por várias entidades de lojistas por causa da cláusula de raio, que determina que varejistas instalados no Iguatemi não podem abrir unidades em até 2,5 quilômetros em torno do mall. Leia mais sobre a decisão do Cade aqui e aqui.
A reação indignada do Iguatemi está aqui, com alguns argumentos que fazem sentido (“a Abrasce recomenda”), outros questionáveis (“se todo mundo faz, também faço”) e outros quase risíveis (“a relação entre shopping e lojista é de parceria”). Leia a íntegra da nota aqui.
Vale lembrar que, somente para ficar no caso de São Paulo, a polêmica do raio de atuação também existe entre os shoppings Morumbi e Market Place (um em frente ao outro) e entre Center Norte e Shopping D (a 500 metros de distância). Também se repete em várias outras cidades. Há ainda casos de exclusividade, cláusula adotada pelo próprio Iguatemi que restringe a operação dos lojistas em shoppings considerados concorrentes, mesmo que estejam fora do raio de influência primária do mall.
Não à toa, nos últimos anos essa questão ganhou corpo. Com o aumento da competição e a abertura de mais shoppings, especialmente em São Paulo, os centros de compra tentam se proteger, enquanto os lojistas querem expandir seus negócios. Rota de colisão, sem dúvida.
Qual é a sua opinião sobre o assunto?
Gestão & Negócios
4/09/2007
Dica do leitor assíduo Lourival Stange: os diversos casos de recalls de produtos made in China por conta da má qualidade têm feito com que empresas procurem deixar claro que não têm nada a ver com a história. Na Suíça, a DSM Nutritional Products criou um selo para garantir que seus alimentos não contam com fornecedores chineses em nenhuma parte da cadeia produtiva. Leia mais aqui. Como já dizia a minha avó, o barato às vezes sai caro. O lado bom é que abre oportunidades para empresas criativas e que entendem que o consumidor não é o acionista, que quer baixo custo e alta margem.
Tendências
3/09/2007
Em seu artigo de hoje, Marcos Gouvêa de Souza fala sobre o crescimento das marcas próprias no varejo. No setor de vestuário, redes como C&A, Riachuelo e Renner trabalham exclusivamente com produtos próprios, sobrando á indústria a opção de desenvolver um canal exclusivo de vendas. Um cenário que vem se tornando cada vez mais freqüente em outras categorias, como calçados, e já vem sendo ensaiado no setor de eletroeletrônicos. Nada como estar perto do consumidor para controlar toda a cadeia de suprimentos…
Tendências
31/08/2007
O Carrefour, maior supermercadista nacional, divulgou ontem seus resultados do primeiro semestre do ano. Leia mais em português aqui, e o press release oficial da empresa, aqui. No Brasil, as vendas foram fortemente influenciadas pela compra do Atacadão, já que, em mesmas lojas, o crescimento foi de apenas 0,8%. Enquanto isso, o varejo nacional como um todo vem crescendo a taxas indianas e o setor supermercadista, segundo a Abras, avança a um ritmo acima das projeções de crescimento da economia do País.
O fraco crescimento do Carrefour em mesmas lojas indica um esgotamento do formato de hipermercados?
Economia
30/08/2007
Em seu texto de hoje no site da Gouvêa de Souza & MD, a economista-chefe Adriana Dupita faz uma análise precisa da crise financeira provocada pelo estouro da bolha do crédito imobiliário americano e traça suas conseqüências para a economia brasileira. E, ao final, ainda alerta para o risco do ufanismo, já que os efeitos da crise só serão percebidos em 2008. Até lá, cuidado com as declarações precipitadas de que “o Brasil saiu ileso” ou que “nunca antes na história desse País estivemos tão livres de problemas externos”. Cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém…
Economia
29/08/2007
Dados do Banco Central mostram que o volume de crédito disponível aos consumidores chegou a 32,7% do PIB nacional no mês de julho, ou R$ 813,4 bilhões. Em relação a junho, a participação no PIB cresceu 0,4 ponto percentual. Ao mesmo tempo, a taxa de juros cobrada vem caindo, ficando em 35,9% em julho, contra 36,7% no mês anterior. Números impulsionados pela maior solidez da economia brasileira, com inflação controlada e dados macroeconômicos positivos. Nada aponta para um refreamento da expansão do crédito no futuro próximo. Nem a crise internacional, nem o aumento da inadimplência em alguns tipos de crédito, como o automotivo.
Boa hora para redecorar a casa em 24 prestações?
Gestão & Negócios
28/08/2007
Uma pesquisa realizada pela Sterling Commerce nos Estados Unidos mostra que, ao menos do Tio Sam, os consumidores esperam das empresas um atendimento multicanal. Podem até nem usar todas as opções disponíveis, mas esperam que suas informações estejam unificadas nos diversos canais. Também querem modificar ou cancelar pedidos em multicanal: não importa se compraram na internet, na loja ou por catálogo, gostariam de ser atendidos da forma mais conveniente para eles. Outra demanda é devolver na loja itens comprados na Internet.
Conveniente para os clientes, uma complicação para os varejistas, que ainda precisam correr muito para alcançar os anseios de seus consumidores…
Gestão & Negócios
27/08/2007
A Veja São Paulo desta semana é quase uma edição temática: reportagem de capa sobre José Auriemo Neto, presidente da JHSF, que está à frente dos shopping Cidade Jardim e Metrô Tucuruvi, em construção na capital paulista. Uma matéria de duas páginas sobre a polêmica criada entre o Shopping Iguatemi e um condomínio vizinho por causa da construção de um edifício garagem. E outra reportagem de duas páginas sobre o tempo gasto na caça a uma vaga nos estacionamentos de dez shoppings paulistanos.
Um sinal claro da relevância dos shoppings para o comércio paulistano e algo que vem avançando para todo o País, com maior ou menor intensidade de acordo com o nível de amadurecimento de cada mercado. Um aspecto interessante é que criou-se um modelo brasileiro de shopping centers, dentro dos centros urbanos (ao contrário dos shoppings americanos) e com âncoras multissetoriais (na França, os malls costumam ser capitaneados por hipermercados; nos EUA, por lojas de departamentos).
Será que esse jeitinho brasileiro de fazer shopping centers poderia ser levado para outros mercados?
Marketing
24/08/2007
Uma reportagem publicada no The New York Times (veja aqui, em português) fala sobre o crescente movimento da indústria brasileira de cosméticos por matérias-primas extraídas da Amazônia. A percepção de que esses produtos são mais naturais ajuda a vender no exterior, ainda mais associada à imagem do brasileiro como uma pessoa saudável, atraente e de bem com a vida. Nos últimos anos, vêm pipocando marcas de cosméticos que usam óleos essenciais e extratos de plantas amazônicas, o que também dá um ar mais exótico aos produtos.
Será que essa onda pode ser transferida para outros setores do varejo?
Comunicação
23/08/2007
A declaração do presidente da Philips Brasil, Paulo Zottolo, de que se o Piauí deixasse de existir ninguém ficaria chateado ainda vai dar pano pra manga. Sem levar em conta a incrível relevância do Estado nordestino para a economia nacional, o fato é que a frase revelou uma insensibilidade e uma arrogância sem tamanhos. A conseqüência está vindo a cavalo: o Grupo Claudino, principal varejista local e quinto maior cliente da Philips no País, já deixou de comprar os produtos da marca. Cris Correa, em seu blog, comenta que o executivo pode sentir no bolso pela besteira que disse.
Um complicador nessa história toda é que Zottolo deu a declaração enquanto falava do movimento “Cansei” e nesse momento, em tese, havia se despido da posição de presidente de uma multinacional para assumir o papel de cidadão inconformado. O problema é que nesse nível não se separa PF de PJ: o cidadão e o executivo são a mesma pessoa e, dessa forma, quem sofre as conseqüências é a corporação. Os chefões holandeses, lá em Eindhoven, devem estar super felizes com essa confusão…
Tecnologia
22/08/2007
O Grupo Pão de Açúcar abriu anteontem uma loja-conceito no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Assim que você puder, dê uma passada lá. Vale a pena. O local conta com grandes inovações tecnológicas, como um uso amplo de etiquetas de RFID (inclusive na seção de vinhos), computadores de bordo nos carrinhos e etiquetas eletrônicas, que atualizam os preços nas gôndolas simultaneamente ao check-out, evitando discrepâncias. Em alguns casos, soluções que estão disponíveis no mercado há anos, mas que nunca haviam sido implementadas com tanto alarde no País.
A loja se propõe a ser um campo de provas para novas tecnologias, papel que até pouco tempo atrás era desempenhado pela Loja 1, localizada junto à sede da empresa. Mesmo assim, o ponto de venda precisa ser rentável, já que está no metro quadrado mais caro da América Latina. Assim, será interessante acompanhar o desenvolvimento dessa loja e ver se, em alguns meses, quais dessas soluções continuarão sendo usadas e quais se mostrarão inviáveis financeiramente. Só o tempo dirá.
Gestão & Negócios
21/08/2007
Na enorme, infinita correria de ontem, não deu tempo, então vai hoje mesmo: Marcos Gouvêa de Souza, em seu artigo semanal no site da GS&MD, fala sobre os efeitos nefastos da guerra de preços, que no Reino Unido atingiu no último mês níveis absurdos. Leia lá, comente aqui.
Marketing
20/08/2007
Um estudo realizado em cinco países da América Latina pelo instituto de pesquisas TNS mostra que o poder de influência das crianças no consumo vem aumentando. Em muitos casos, elas passam a comprar os produtos sozinhas, o que dá a elas um poder muito maior e uma influência até hoje não vista sobre o mercado.
Como alcançar o público infantil de uma forma ética?
Gestão & Negócios
17/08/2007
Um estudo divulgado pela e-Bit estima para o Natal deste ano vendas on-line da ordem de R$ 1 bilhão, com crescimento de 45% em relação aos R$ 693 milhões faturados pelos varejistas eletrônicos em novembro e dezembro do ano passado. Para 2007 completo, a projeção da e-Bit é de R$ 6,4 bilhões em vendas, também 45% mais que no ano passado. Esse valor representa, hoje, cerca de 5% do setor de supermercados, a título de comparação.
Que impactos o crescimento acelerado do comércio eletrônico tem sobre os negócios do varejo?
Economia
16/08/2007
Atenção, ufanistas de plantão: o IBGE anunciou ontem o desempenho do varejo em junho. As vendas cresceram 11,8% no mês em relação ao mesmo período do ano passado, fechando o semestre com 9,9% de alta. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão é de 8,2%. Os destaques ficaram para Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 28,9% de crescimento no mês; Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação, com 24,3%; Tecidos, vestuário e calçados, com 16,6%; e Móveis e eletrodomésticos, com 16,2%. Novamente, os índices mais expressivos de alta se concentraram nos Estados do Norte e Nordeste.
Esse crescimento todo acontece por causa do governo ou apesar dele? Para o segundo semestre devemos esperar a manutenção desse ritmo?