Otimismo é a diferença!

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No terceiro dia da NRF 2014, o painel “Optimism, Compassion and Joy: How Selling the Right Mindset Can Grow Your Brand” mostrou uma palestra que emocionou a audiência.

Bert Jacobs, fundador da Life is Good, entrou no palco. Cabelos compridos, barba, camiseta, e uma forte semelhança com o tenista brasileiro Gustavo Kuerten. Jacobs começou sua palestra da maneira mais original possível – jogando um fresbee para a plateia de 5000 pessoas. O fresbee foi agarrado por um homem grisalho de camisa azul, que foi aplaudido por todos. Jacobs, então, disse: “Vocês não são varejistas. Vocês são pessoas. E pessoas querem se divertir, dar risada. Essa é a base de nosso trabalho”.

Na Life is Good, otimismo é a base de tudo. A empresa começou em 1989, com Jacobs e seu irmão vendendo camisetas nas ruas de Boston. O segredo, no início, foi criar mensagens simples nas camisetas. De 1994 a 2000, o faturamento pulou de US$ 300 000 para US$ 3 milhões. Foi quando eles receberam uma carta de outra dupla de irmãos – um havia tido a perna amputada e o outro era cego. Isso mudou a forma pela qual Jacobs via a vida. A empresa, então, começou a fazer eventos para arrecadar dinheiro para os necessitados.

O primeiro evento foi um festival de Haloween, que levantou menos de US 10 000. Hoje, eles produzem um festival anual de música que arrecada mais de US$ 10 milhões. Mas não se enganem. Sua atividade principal não é a de filantropo. “Somos capitalistas e acreditamos no lucro”, diz Jacobs. “Mas a mensagem é direta e arrebatadora: 10 % de nossas vendas vão para as crianças necessitadas. Se você quer ajudar as crianças, compre conosco”.

Jacobs e seu irmãos não estão sozinhos. A empresa não para de crescer e tem 1,8 milhão de curtidas no Facebook. “É preciso ter ideias inovadoras, é preciso ter coragem para ir aonde ninguém foi antes”, afirma.

No atentado a bomba que destruiu parte das arquibancadas na chegada da Maratona de Boston, Jacobs teve um funcionário atingido pelos estilhaços, que ficou entre a vida e a morte, mas conseguiu sobreviver. A Life is Good, então, inventou uma campanha para ajudar as vítimas e suas famílias – e criou uma camiseta com os dizeres “Nothing is stronger than Love” (Nada é mais forte que o amor) de um lado e a palavra “Boston” de outro. A camiseta arrecadou meio milhão de dólares em seis dias.

Para ele, o otimismo está ligado com sua capacidade de não temer o futuro. “Se houver algum desastre, eu e meu irmão podemos voltar a vender camisetas nas ruas”, diz. “Diante disso, eu olho para frente e não sinto nenhum receio do que possa vir, por pior que seja a situação”.

A Life is Good, por enquanto, é uma das poucas empresas que destinam parte de sua receitas a causas sociais. Mas, num futuro não muito longe, este cenário pode mudar. “As empresas têm que ter em seu DNA um lado social”, afirma Ubirajara Pasquotto, diretor da  Cybelar e presente ao evento através da delegação da GS&MD Gouvêa de Souza. “O empresário não pode mais ficar sentado do outro lado da mesa. No Brasil e no mundo, a mesa é uma só. Estamos todos juntos”.

Texto de Aluizio Falcão Filho

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