Acerte o alvo: pequenos varejistas encontram na segmentação caminho para crescimento no ambiente digital

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Diante de tanta concorrência e normas que dificultam a atuação de pequenas empresas no varejo digital, uma boa saída para se destacar nesse mercado tem sido a aposta em um nicho específico.

“Negócios de nicho têm como vantagem a possibilidade de focar em um tipo único de produto. Com isso, a dedicação pode ser maior”, avalia o gerente de marketing da Giuliana Flores, Juliano Souza. A empresa, que está no mercado desde 2000, encontrou no e-commerce o caminho certo para o crescimento.

“Temos duas lojas físicas, mas nossa loja on-line representa 90% do total das vendas”, destaca Juliano Souza.

Além de encontrar o alvo certo, é preciso se reinventar diariamente. Segundo Souza, a forma encontrada para se diferenciar foi o desenvolvimento de parcerias que trazem mais valor à marca.

“Somos a única loja virtual a vender produtos das marcas Havana e Amor Aos Pedaços e, nesta, temos produtos exclusivamente desenvolvidos para nós”, conta o executivo, salientando que esse é um dos grandes motivadores para atrair a preferência dos consumidores.

Marketing de resultado é outro requisito para o sucesso. Os canais que a empresa mais utiliza hoje para divulgar sua marca e seus produtos são a rede de displays do Google e o Facebook, no qual a Giuliana Flores detém, hoje, mais de um milhão de seguidores.

A PetLove é outro exemplo de loja que soube explorar, com sucesso, o mercado de nichos. Fundada em 1999, a loja passou por cerca de 15 mudanças de layout de grande porte e, semanalmente, traz pequenas alterações para melhorar a experiência de compra. Além disso, para o diretor-presidente da empresa, Marcio Waldman, o que faz a PetLove ser escolhida pelo consumidor em comparação com outras lojas físicas, além da comodidade da entrega, é o mix de produtos.

“Uma loja pet de pequeno porte tem, em média, entre 500 e mil skus. No nosso portal, o consumidor pode encontrar mais de 12 mil skus, e estamos ampliando ainda mais esse portifólio”, afirma, acrescentando que outro fator importante são as formas de pagamento flexíveis e parceladas, além do sistema de milhagem. “Desenvolvemos, ainda, um programa de assinatura, em que o cliente pode programar para receber produtos a cada 30, 45 ou 60 dias sem a necessidade de entrar no site novamente e refazer a compra”, lembra Waldman.

“É um negócio de nicho, somado à nossa qualidade de atendimento, ao mix e à entrega no prazo, que são os drivers de crescimento”, avalia.

Outro ponto estratégico para a empresa está no perfil dos colaboradores. “Todos os nossos atendentes do SAC gostam e possuem pets. Com isso, o ponto de contato no SAC consegue entender as demandas do consumidor”, conclui.

No mesmo segmento de produtos para animais de estimação está a Meu Amigo Pet, fundada em 2010. “Temos concorrentes atuando em algumas frentes, mas nenhum em todas as que atuamos, e isto, por si só, é um diferencial. Também temos uma estratégia muito voltada para qualidade em tudo o que fazemos, com exclusividade, entretenimento e, principalmente, geração de conteúdo que mostra nossos valores aos clientes. Isto fez o Meu Amigo Pet ganhar as principais celebridades do setor, fornecedores e, até mesmo, ONGs como entusiastas da marca”, conta Daniel Nepomuceno, diretor executivo da empresa.

O investimento em conteúdo em diferentes mídias digitais também favorece a venda on-line. “Temos uma série de vídeos e dicas sobre comportamento e como cuidar de seus pets. Isto faz o consumidor nos procurar e, consequentemente, comprar conosco. O Meu Amigo Pet é quase um lifestyle”, avalia o executivo, que aposta no varejo de nicho.

“Acreditamos que, no Brasil, o consumo on-line tende aos nichos. Essa escolha gera uma vantagem competitiva a quem se especializa em algum setor e, de certa forma, ‘blinda’ essas empresas dos grandes varejistas”, diz.

 

Matéria originalmente publicada na Revista Mercado & Consumo, ed. 03. Clique aqui para assinar.

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