A Expansão do Varejo em 2015

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Passadas as eleições, o varejista brasileiro vive um dilema: acelerar a expansão ou desacelerar? Nos últimos meses, a vida não tem sido fácil para os varejistas, eventos como Copa do Mundo, desaceleração das vendas, piora exacerbada do cenário macroeonômico durante o período eleitoral, entre outros.

O ano de 2015 se delineia como um ano de muitos ajustes na economia. Por conta das eleições, o atual governo adiou algumas decisões que refletirão ao longo do próximo ano. As medidas serão impopulares e, em parte, isto já começou a ocorrer, já na semana passada tivemos o aumento da taxa Selic.

Entre alguns desafios, estão o controle da inflação, o inevitável reajuste no preço dos combustíveis, o risco de problemas na oferta de energia elétrica, caso persista a escassez de chuvas, o escândalo da Petrobras, enfim – o governo terá pela frente o desafio de reverter o baixo crescimento econômico, melhorar a condução da política fiscal para diminuir a dívida pública, estancar a crise de desconfiança dos investidores e passar credibilidade suficiente para evitar que o Brasil perca o grau de investimento recebido em 2008.

Mas e o varejo?

2014 deverá fechar com o crescimento entre 3,5% e 4%, inferior às taxas de crescimento dos últimos anos, que girava em torno de 6% a 7% ao ano, mas, muito acima do crescimento pífio previsto para o PIB brasileiro este ano, que foi de 0,5%.

Segundo projeções do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), a taxa de crescimento do varejo brasileiro deve fechar 2015 com expansão entre 5,5% e 6%. O resultado tem como premissa uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, na casa de 1% a 1,5%.

Com perspectivas como essas, os empresários chegam à conclusão de que o cenário hoje, apesar dos desafios da política macroeconômica, é mais de desconfiança, do que de crise. Nosso imenso mercado consumidor, a visão das perspectivas do mercado brasileiro a médio e longo prazo, falam mais alto.

Numa recente enquete com varejistas, 9 entre 10 disseram que, no mínimo, manterão o mesmo ritmo de abertura de lojas de 2014. 60% declararam que aumentarão o ritmo de abertura de lojas em 2015. Mas não existe euforia. Cautela é o nome do jogo. A expansão será mais programada, planejada e os custos rigorosamente controlados.

Não custa repetir que o varejo já representa entre 16% a 17% do PIB. Além de gerador do maior número de empregos formais no País, o setor exibe, especialmente, nos últimos quatro anos, números expressivos de crescimento e consistentes indicadores de modernização.

Marcos Hirai (marcos.hirai@bgeh.com.br), sócio-diretor da BG&H Retail Real Estate

 

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