Sul e Nordeste têm potencial para franchising

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As regiões Sul e Nordeste são os locais em que há grande espaço de expansão para o franchising. Redes regionais e grandes players se apoiam na abertura de shopping centers para ampliação da presença no mercado de consumo.

“Existem marcas que querem expandir para outros centros e não sabem como. O franchising pode ser a solução dessas marcas com DNA regional para explorar”, afirmou o diretor de inteligência de mercado da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Rogério Feijó.

O especialista confirmou que as regiões Norte e Sul serão as que receberam maior investimento em médio prazo. “Com o aumento da visibilidade econômica dessas regiões, rapidamente as redes conseguem ganho de escala o que viabilizando investimentos nesses locais” explicou.

Na opinião do sócio-diretor da GS&BW, Luiz Alberto Marinho, ter 34,5% de franquias dentro de shoppings mostra um nicho modesto e que tem um longo caminho a percorrer ainda. “Acredito que isso chegue a mais de 50% em um curto espaço de tempo”, explicou o especialista.

Futuro

Para Marinho, mesmo que o ritmo de inaugurações de shopping centers caia em 2016 e 2017, para o shopping ter franquias atuantes garante a rentabilidade do negócio. “O franchising tem todo um sistema de gestão que garante bons resultados. Quem sente mais com a profissionalização do varejo são as redes individuais e multimarcas que ainda dominam os shoppings no País”, disse ao que completou: “Elas sofrem com o crescimento dos grandes magazines de roupas que, mesmo não sendo franquias, conseguem ser mais rápidos na hora de se reinventar”, concluiu Marinho.

Projeção

Estimativa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) aponta que o setor fechará o ano com 24 espaços inaugurados. Para 2015, esse número chegará a 38 empreendimentos. Nesta semana a mineira Tenco Shopping Centers inaugura dois empreendimentos, sendo que um deles, o Lages Garden Shopping, o primeiro da Serra Catarinense, no Sul do País.

Para a sócia-fundadora e diretora geral do Grupo Bittencourt, Claudia Bittencourt, o que impede as franquias de serem mais presentes nos shoppings é o custo operacional. “As incorporadoras não entenderam ainda que as franquias são rentáveis e uma opção segura para eles”, disse ela.

Ainda segundo Claudia, a conscientização dessa parceria pode demorar mais alguns anos. “Mesmo com as pressões que as redes maiores fazem em relação aos custos, são poucos administradores de shoppings que entendem a necessidade de baratear os custos para os lojistas”, argumentou.

Pesquisa

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Abrasce identificaram que nos empreendimentos no Brasil – hoje 503 – 34,5% dos espaços locados são por franquias, contra 65,5% de empresas que não atuam no franchising.

(Fonte DCI)

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