É hora de arrumar a casa!

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Nesse momento, muitas empresas estão finalizando o planejamento de suas ações de treinamento para o ano de 2015.

Com base nas últimas informações sobre o próximo ano no que diz respeito ao crescimento da economia e ao aumento de empregos no país, planejar tornou-se um desafio ainda maior.

Os principais especialistas não se cansam de dizer que 2015 será um ano difícil, e se essas previsões se confirmarem, a melhor opção será a de continuar apostando nos talentos que as empresas já possuem.

A alavancagem da produtividade, tema bastante discutido em 2014, tende a ganhar ainda mais espaço em 2015.

Chegou a hora de semear visando colher bons frutos no futuro próximo.

Mas, como saber se estamos caminhando para o rumo certo?

Segundo a pesquisa CEO Challenge, divulgada recentemente, a retenção de talentos é o maior desafio a ser enfrentado pelos líderes ao redor do mundo.

A pesquisa, composta pela participação de 1.020 presidentes de empresas, destaca que no caso específico da América Latina, os principais desafios dos gestores estarão voltados para temas como excelência operacional, capital humano, relacionamento com clientes e inovação.

Das 25 iniciativas que os líderes mencionaram que irão implantar para atender a tais desafios, mais da metade está relacionada às pessoas.

Na lista destes líderes também tem destaque a retenção dos talentos-chave, melhorar os processos e o engajamento dos gerentes na gestão do desempenho e aprimorar os programas de desenvolvimento de lideranças.

Todos os pontos citados nos levam a entender que de alguma forma, as empresas estão se conscientizando cada vez mais que sem pessoas engajadas e produtivas, não há como manter um negócio, independente do nível da empresa, ou mesmo do quanto se fature por ano.

Apesar dessa constatação representar um avanço significativo quanto à importância do tema nas empresas, é preciso dizer que apenas o investimento nas ações de treinamento e retenção de talentos não é suficiente.

Cada vez mais as ações de retenção de talentos, treinamento e desenvolvimento de profissionais deve ser parte de uma estratégia ainda mais abrangente, que envolva também áreas de fundamental relevância, tais como comunicação, processos, tecnologia e administrativa.

De nada adianta investir em treinamento e retenção de talentos se as ações não ultrapassarem os limites das salas em que a aprendizagem acontece. É preciso que todas as áreas entendam que esse é um processo coletivo e para que se torne efetivamente vivo deve ser incorporado à cultura das organizações.

Fundamental, então, é a criação de um ambiente positivo, que estimule a geração de novas ideias. O time, como um todo, deve se sentir criador e dono da empresa ou produto, responsável pelo seu sucesso ou fracasso e candidatos a receber a glória pela superação das expectativas no mercado.

Chegou a hora de arrumar a casa. Você já arrumou a sua?

Rodrigo Anunciato (rodrigo.anunciato@gsmd.com.br), Gerente de Soluções e Projetos da GS&MD – Gouvêa de Souza.

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