A carteira dos brasileiros está mais magra

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Por Eduardo Yamashita*

Que a carteira das famílias brasileiras está ficando mais magra não é novidade, mas a questão é: quão menor ela está?

Segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE de junho/2015, ela está cerca de R$ 1 bilhão mais magra, se comparada com o mesmo período de 2013. A massa salarial das famílias brasileiras, ou seja, a estimativa da soma dos salários de todos os brasileiros caiu de R$ 50,4 bilhões em junho de 2013 para R$ 49,5 bilhões em junho de 2015, uma redução de 1,8%.


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O impacto na renda das famílias brasileiras tem sido causada principalmente pelo expressivo aumento no desemprego e pela alta inflação.

O desemprego está no maior patamar desde 2010, alcançando 6,9% em junho de 2015, ocasionado sobretudo pelo fechamento de vagas, que apenas no mercado formal foram 900 mil a menos, na comparação do primeiro semestre de 2015 com o primeiro semestre de 2014.

Além do desemprego, a alta inflação também contribui para a redução da renda real das famílias, que no acumulado de 12 meses ficou em 9,56% em julho de 2015. O impacto é ainda maior ao considerarmos que os itens que apontam maior aumento de preços são aqueles de primeira necessidade como Moradia e Alimentação.

Potencial para recuperação de renda?

Dificilmente haverá uma recuperação na renda no curto prazo, uma vez que a tendência do desemprego ainda é de alta e que as empresas e governo estão com seus custos pressionados, fazendo com que eventuais ganhos de renda real não sejam tão expressivos como nos últimos anos.

Nesse cenário, as famílias de classe mais baixa são as mais impactadas, que além de ter sua renda mais comprometida e em itens de primeira necessidade, em geral também não possuem reservas financeiras expressivas e serão mais dependentes de crédito, que por sua vez está mais caro e com sua concessão mais rigorosa.

*Eduardo Yamashita é diretor de Inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza.

 

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