Pesquisa inédita revela em detalhes a dinâmica do Foodservice no Brasil – Parte I

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Por Eduardo Yamashita*

– Você sabia que 29% do consumo de refrigerantes no Foodservice é feito durante o almoço, enquanto que apenas 4% do consumo de café é feito no mesmo momento do dia? Você sabia que os principais motivadores para a escolha de um restaurante no almoço e no jantar são a variedade da comida e a saudabilidade, enquanto que nos lanches da manhã e da tarde os principais fatores são o preço, conveniência e a promoção?

Se você não sabia disso, fique tranquilo, pois até agora ninguém no Brasil sabia. O segmento de Foodservice era desamparado de informações, perguntas simples como “Qual o consumo de café no Foodservice no Brasil?” não tinham resposta, que dirá perguntas mais complexas como “Qual a porcentagem de refeições que acompanham uma bebida na rede de restaurantes ABC?” ou “Qual o perfil do consumidor da rede XYZ, quais comidas e bebidas ele consome, quais os momentos do dia mais importantes para a rede?”.

Foi para atender essa demanda que a GS&MD – Gouvêa de Souza lançou em parceria com o NPD Group a pesquisa CREST no Brasil, maior e mais completa pesquisa do segmento de Foodservice que é realizada em 12 países e só nos Estados Unidos é feita há mais de 40 anos.

A pesquisa é um tracking de consumidores, que entrevista por meio de um painel online, 6 mil pessoas por mês, ou 72 mil ao ano em todo o Brasil. É exatamente por ter uma amostra e metodologia robusta e consolidada que o CREST é ferramenta fundamental para o planejamento estratégico e ações táticas de clientes em todo o mundo como McDonald’s, Coca-Cola, Unilever, Subway, Heinz, etc.

Muito mais que apenas um segmento

O segmento de Foodservice (Alimentação Fora do Lar) não é apenas um, mas sim 24 diferentes segmentos dependendo do momento do dia (café da manhã, lanche da amanhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite), momentos na semana (dias úteis e finais de semanas) e local de consumo (no estabelecimento e fora do estabelecimento).

A multiplicação desses fatores gera os 24 diferentes momentos de consumo do Foodservice, que têm dinâmicas completamente distintas. Considerando que 26% do tráfego de pessoas no Foodservice é no almoço e 23% é no lanche da tarde, a questão é como atender a esses clientes em momentos de compra tão distintos? Quais as necessidades e motivações dos consumidores? Qual o impacto de não capturar o consumo de um momento do dia tão importante como o lanche da tarde que detém 23% do tráfego?

Nesse sentido, analisamos também a importância de cada momento do dia (dayparts) de cinco grandes redes de restaurantes no Brasil que competem diretamente e descobrimos que para uma delas o almoço representa 45% do tráfego (contra a média de 22% dos concorrentes). Já outra rede tem 53% do seu tráfego no lanche da tarde (contra a média de 28% dos concorrentes); e, por fim, uma terceira rede tem 31% do tráfego no jantar (contra média de 12% dos concorrentes).

Fica evidente na análise que o consumidor escolhe o operador conforme seu momento de consumo e como cada operador se posiciona frente a essas necessidades. Conhecer a fundo o segmento, seus competidores e as demandas dos consumidores melhor adequando sua oferta é a chave do sucesso no segmento.

No próximo artigo falarei mais sobre o perfil do segmento, comportamento de consumo, canais e operdores.

Para mais informações sobre o estudo CREST, entrar em contato: *Eduardo Yamashita (eduardo.yamashita@gsmd.com.br), diretor de Inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza.

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