Se eu posso, você também pode

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Essa frase foi dita por Abilio Diniz, em sua apresentação no Latam Retail Show, maior evento de varejo da América Latina. Pra quem não conferiu, ainda dá tempo, o evento ocorrerá até amanhã, 31 de agosto, no Expor Center Norte.

No primeiro dia já tivemos muita troca de conhecimento, experiências e conteúdo. É o local perfeito para nos oxigenarmos de ideias e voltarmos com tudo para as nossas empresas. No artigo de hoje vou me limitar na análise de duas palestras em específico: Nizan Guanaes e Abílio Diniz.

O conteúdo do Nizan foi totalmente focado ao mercado digital, e assim como o dele, muitos outros painéis do Latam tratarão esse tema (não percam na quinta-feira, dia 31, às 14h – Omnichannel na Prática: lições de quem já aplica com excelência – painel em que sou a curadora). Algumas reflexões importantes para nós profissionais do digital ou do varejo.

#1 Digital é cultura e vira departamento

Todos nós como consumidores já somos digitais (sejam nativos ou imigrantes), porém nossas empresas ainda não são. Fazemos um esforço imenso para implantar iniciativas digitais: e-commerce, digitalizar a loja física, app para o time de vendas, etc… porém mesmo as empresas que conseguem incorporar isso aos seus negócios, poucas são as que conseguem incorporar na sua cultura. E isso faz toda diferença…

#2 O Futuro é Digital: ele é considerado despesa ou investimento?

Assim, como é sabido por todos que os consumidores já são digitais, também é unânime entre os gestores que o futuro está nas estratégias digitais. E como tratamos esses esforços no nosso dia a dia? Priorizamos da forma como deveríamos? Enxergamos esse desenvolvimento como investimento (em termos contábeis, recursos financeiros, visão de longo prazo e talentos apropriados)? Se a resposta é não, vejam a próximo insight…

#3 Se o Futuro é Digital, quem está cuidando dele na nossa empresa?

Esse é um ponto muito importante e por vezes pouco valorizado pelos gestores da companhia. Temos que buscar criar equipes multidisciplinares, cooperando entre si, para atuarem em todas as esferas da empresa pensando no digital (não só no departamento!!). O digital tem que estar no RH, na controladoria, nos processos, temos que de fato implantar o digital como cultura, incorporado em todos aspectos da empresa, não apenas como canal e marketing. O digital tem que estar presente principalmente nos gestores e decisores da empresa, é o mindset deles que irá contaminar o time.

#4 Os KPIs são controlados separadamente?

Essa questão é um desdobramento das demais. Enquanto consideramos o digital como departamento ou despesa e de responsabilidade, muitas vezes, de apenas uma pessoa, suas metas e indicadores também serão tratados de forma apartada. Todos têm que ser responsáveis pelos resultados do digital e o digital deve ser responsável pelos outros resultados. Exemplo simples: uma das iniciativas omnichannel mais implantadas no Estados Unidos e agora também no Brasil é o “retira em loja”, ou seja, compra na loja online e retira no ambiente físico. Como vamos continuar tratando de forma segregada os resultados de loja e do e-commerce se direta, e indiretamente, todos agregam para a experiência do cliente e criação de valor?

Nizan termina com o 5º trend:

#5 Vamos cuidar do digital com mais tempo e mais dedicação

Acho que essa foi uma aula com muitos insights para pensarmos e refletirmos sobre a atuação das nossas empresas e até mesmo a nossa, como executivos, nesse mundo com consumidores digitais que estão ávidos para que nossos negócios se digitalizem sem precisar mais ter uma relação de consumo analógica com a gente.

Retomando o título do artigo, Abílio Diniz iniciou muito bem sua apresentação dizendo: “Se eu posso, você também pode”. Portanto, mudar o rumo dos nossos negócios depende só de nós.

 

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