Varejo paulista cresce 3,6% no primeiro semestre do ano

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Setor teve alta de R$ 10,1 bilhões no faturamento real junho. As vendas cresceram 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado

O Novo Ciclo dá sinais de que já está em curso. Em junho, o faturamento real do comércio varejista paulista registrou alta de 4,7% na comparação com o mesmo mês de 2016, atingindo R$ 49,6 bilhões, cerca de R$ 2,2 bilhões acima do valor apurado no mesmo período do ano passado.

Essa foi a quarta elevação mensal consecutiva e a quarta maior cifra registrada para um mês de junho desde o início da pesquisa, em 2008. No acumulado do primeiro semestre deste ano, as vendas cresceram 3,6%, o que representa um faturamento R$ 10,1 bilhões superior ao obtido no mesmo período de janeiro a junho de 2016. Considerando os últimos 12 meses, o setor apresentou alta de 2,7%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Assim como ocorreu em maio, em junho, as 16 regiões analisadas pela Federação apresentaram crescimento no faturamento na comparação com o mesmo mês de 2016. Os maiores avanços foram observados nas regiões de Araraquara (7,7%), Araçatuba (7,4%) e Taubaté (6,9%).

Das nove atividades pesquisadas, oito mostraram aumento em seu faturamento real em junho, na comparação com o mesmo mês de 2016. Os destaques foram os segmentos de farmácias e perfumarias (11,3%), concessionárias de veículos (9,2%), e supermercados (4,5%), que em conjunto, contribuíram com 3,5 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

Somente o grupo de lojas de vestuário, tecidos e calçados sofreu queda nas vendas (-1,1%), impactando negativamente com 0,1 p.p. no desempenho do varejo em junho.

Essa consolidação do ciclo de recomposição das vendas varejistas foi possível pela ampliação das variáveis econômicas positivas registradas ao longo do primeiro semestre, que teve quedas nas taxas de juros e da inflação e melhorias na renda agrícola e das exportações, além da injeção dos recursos do FGTS das contas inativas, que impactaram diretamente no consumo.

EXPECTATIVA: Considerando o resultado consolidado de junho das vendas, as projeções da Federação continuam apontando para um crescimento anual de 5% no faturamento real do varejo paulista em 2017.

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