Via Varejo apostou na integração de canais para ter lucro

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Após a integração entre canais físicos e online, somado à melhora da economia, a Via Varejo apresentou lucro de 14 milhões de reais no terceiro trimestre, ante prejuízo de 156 milhões de reais no mesmo período do ano passado.

As lojas físicas e na internet das Casas Bahia e do Ponto Frio eram divididas em duas empresas diferentes, Cnova e Via Varejo, até agosto do ano passado. Com a fusão, a companhia consegue melhorar a eficiência das operações e as sinergias da fusão deverão gerar economia de 245 milhões de reais por ano a partir de 2017.

Uma das medidas possíveis com a integração é o Retira Rápido: consumidores que comprarem pela internet podem retirar o produto em uma loja física sem pagar pelo frete. O serviço teve participação de 22% no total das vendas online, ante 17% no trimestre anterior. Nos produtos elegíveis, disponíveis nessa modalidade, a participação foi de 28%.

Além de economizar com logística e transporte, a companhia também pode melhorar suas vendas com esse formato.

A integração entre os dois canais pode gerar ganhos não apenas para a Via Varejo, mas também para seus parceiros. O marketplace da empresa, no qual outras empresas podem colocar seus produtos à venda, já tem mais de 3.100 vendedores, com 1,5 milhão de itens diferentes disponíveis.

Agora, além de contar com a plataforma de vendas, os parceiros também podem contratar a infraestrutura logística da Via Varejo, como meios de pagamento, estoques, estrutura de transportes e os 26 centros de distribuição. As mais de mil lojas físicas da varejista também poderão ser usadas pelos vendedores parceiros para entrega por meio do serviço Retira Rápido.

Lojas “Smart”

Com o fortalecimento das vendas online, as lojas físicas também precisam ser atualizadas.

A empresa lançou, em julho, o modelo de lojas “smart”. Os clientes poderão usar internet de alta velocidade dentro das lojas, testar smartphones e Smart TVs e obter mais informações sobre cada produto nos terminais dos vendedores. As unidades mais tecnológicas são menores e com menos estoque que as tradicionais, o que gera menor custo para a companhia.

Além disso, cerca de 40 lojas físicas já receberam um novo sistema de vendas, parte do projeto Movve 2.0. O sistema dá ferramentas aos vendedores para encontrarem os produtos mais adequados para cada tipo de cliente. Até o fim do ano, o sistema deve chegar a 250 lojas e o processo de mudança deverá ser finalizado para todas as 966 unidades em abril do ano que vem.

Para as lojas físicas, um novo modelo de preços também ajudou a elevar as margens. A precificação agora é definida de acordo com cada microrregião, ao invés de por um preço único nacional.

A empresa também tem 51 lojas premium, com potencial para mais 49 lojas nesse formato, segundo levantamento da companhia.

Com informações da Exame.com

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