Feliz ano-novo!

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Os elementos estão no tabuleiro. Tudo parece indicar que teremos o melhor Natal dos últimos quatro anos, embalado pela recuperação da economia e do consumo, do baixo nível de inflação, da melhoria da confiança dos empresários e consumidores, da redução das taxas de juros e do aumento da oferta de crédito. Sem esquecer o avanço proporcionado pela modernização das relações de trabalho que entraram em vigor em 11 de novembro. Muitos aspectos conspiram a favor e sinalizam a perspectiva de um 2018 que resgata a expectativa de um feliz ano-novo.

Para completar o clima positivo para quem pensa o melhor para o País, só faltaria a aprovação inicial da Reforma da Previdência.

Aí seria garantia de um salto no humor empresarial que poderia se traduzir em maiores perspectivas de aumento de investimentos e, consequentemente, do emprego e renda. E, como resultado, no aumento do consumo, nas vendas e no resultado do varejo.

O que pode conspirar contra um Natal ainda melhor em 2017, em menor escala, seria o fato de que o Black Friday teve resultado bastante positivo no varejo físico e digital e isso pode ter antecipado vendas que ocorreriam no Natal com uma rentabilidade maior.

É pouco representativo, considerando os demais fatores, e o resultado final deve mostrar um crescimento positivo do varejo no total do ano em torno de 1,5% a 2%, importante reversão quando se considera que no acumulado dos dois anos anteriores tivemos uma involução próxima a 10%.

Teremos um 2018 repleto de acontecimentos importantes, destacando-se a Copa do Mundo entre junho e julho e mais as eleições presidenciais entre outubro e novembro, além da perspectiva de alguma eventual evolução nas reformas Previdenciária, Tributária e, ainda que improvável, na Política.

Sem esquecermos os julgamentos em primeira e demais instâncias envolvendo a Lava Jato e seus desdobramentos, que podem redesenhar a realidade político-econômica do País.

O lado mais positivo do quadro macro-econômico, no presente e no futuro próximo, é o crescente distanciamento entre o Brasil Real e o Brasil Político, processo que começou a ser configurado em meados deste ano e que tem como subproduto mais importante a retomada da expansão econômica indiferente, ou pelo menos quase indiferente, aos constantes sobressaltos políticos com os quais temos nos acostumado.

Tudo parece conspirar neste momento para a perspectiva de um 2018 significativamente melhor que os últimos quatro anos, período da maior – dependendo dos décimos no índices de crescimento –, ou dentre as maiores crises econômicas do País.

Talvez seja o momento de sermos magnânimos e considerarmos a devolução da cidadania a Deus, voltando a considerá-lo brasileiro.

Seria um gesto de grandeza e, como pregado por ele próprio, de perdão por ter nos colocado a privação e provação de quatro anos de inferno institucional.

Que ao menos tenha servido para purgarmos nossos pecados e nos comprometermos, daqui para frente, a cuidarmos melhor do País.

Se assim não for, mereceremos outros períodos como os do passado recente.

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