Varejo restrito tem crescimento real de 2% em 2017

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A PMC (Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que em 2017, o varejo teve crescimento real de 2,0%, primeiro resultado positivo após dois anos de retração. Em 2015 e 2016, as vendas sofreram quedas de, respectivamente, 4,3% e 6,2%. As análises dos dados foram realizadas pela GS&Inteligência.

O melhor resultado ficou com móveis e eletrodomésticos, que tiveram um crescimento real de 9,5%. O pior desempenho ficou com a atividade livros, jornais, revista e papelaria, que sofreu um recuo de 4,2% em suas vendas anuais.

Na comparação dezembro de 2017 contra dezembro de 2016, a PMC apontou crescimento real no varejo restrito de 3,3%.

Na comparação com o “mês corrente versus mês anterior”, o indicador do IBGE encerrou com variação negativa de -1,0%, já descontada a inflação, valendo ressaltar a influência das vendas maiores em novembro devido ao Black Friday.

As vendas do “varejo ampliado”, (classificação que adiciona ao varejo restrito o atacado e varejo de materiais de construção, veículos, motos, partes e peças), sofreram em dezembro na comparação anual, crescimento real de 6,4%.

Das dez atividades monitoradas pelo IBGE, seis tiveram resultados positivos na comparação anual. Destaque novamente para a atividade móveis e eletrodomésticos, que teve, novamente, o maior crescimento em dezembro de 2017 na comparação anual, dentre os outros segmentos, fechando em 8,2%. O aumento de vendas por subcategoria em dezembro foi de 8,6% na linha de Eletrodomésticos e de 5,3% em Móveis.

O resultado positivo está associado à redução da base de comparação em 2016, da queda de preços nos produtos eletrônicos e móveis (IPCA acumulado de 12 meses de dezembro de 2017 para produtos eletrônicos é de -4,2% e de móveis -0,15%) e da queda das taxas de juros para as pessoas físicas. Segundo o Banco Central, a taxa média de juros no crédito às famílias saiu de 41,5% em dezembro de 2016 para 31,9% em dezembro de 2017.

A atividade artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, fechou com crescimento real de 7,1% o mês de dezembro de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior. É o sétimo crescimento consecutivo, recuperando-se de um começo de ano ruim que foi comprometido principalmente pela elevação dos preços dos produtos. A variação acumulada no ano fechou em 2,5%.

O setor de tecidos, vestuários e calçados, novamente obteve resultado positivo. No acumulado do ano de 2017, as vendas reais cresceram 7,6%, sendo assim o segundo segmento que mais cresceu no acumulado do ano, perdendo somente para móveis e eletrodomésticos.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, apontou alta de 4,5% na comparação de dezembro de 2017 com dezembro de 2016. O desempenho desta atividade vem sendo beneficiado pelo crescimento da massa de rendimento real habitualmente recebida e pela deflação do preço dos alimentos em domicílio.

Os indicadores de emprego, renda, inflação e índice de confiança possuem forte correlação com o consumo e estão fortemente ligados aos dados apresentados.

O desemprego no Brasil atingiu no período acumulado de outubro a dezembro de 2017 a taxa de 11,8%, ou 12,3 milhões de pessoas, 5% a menos do que nos três meses anteriores.

No ano de 2017, a taxa média de desocupação registrada foi de 12,7%, a maior da série histórica do IBGE, que começou em 2012. Nesse período, o desemprego alcançou, em média, 13,23 milhões de pessoas da força do trabalho, o número mais elevado dos últimos cinco anos.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.154) no trimestre outubro-novembro-dezembro de 2017 manteve estabilidade frente ao trimestre anterior e, também, em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Retração da inflação acumulada em 12 meses, que fechou em dezembro de 2017 em 2,95%, queda de 3,34 pontos percentuais, se compararmos com o fechamento de 2016, quando o indicador estava em 6,29%. Atualmente, temos deflação nos setores de produtos eletrônicos e de alimentação no domicilio.

O indicador de confiança do consumidor fechou janeiro de 2017 em 88,8 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (91,3), ficando 9,5 pontos acima de janeiro do ano anterior.

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