Franquias de beleza investem em pacotes acessíveis e modelos compactos

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Os brasileiros estão gastando muito menos com produtos e serviços de beleza, mas, apesar disso, três das maiores empresas do setor tiveram um bom ano em 2017 e tem planos para 2018. O sucesso vem de algumas práticas novas, como pacotes a preços mais acessíveis e a busca de novos mercados.

A rede de franquias Sóbrancelhas inaugurou 50 unidades no ano passado e diversificou o modelo de atuação, passando a operar também em shoppings e hipermercados. Além disso, a companhia iniciou operações em outros países, como Argentina e Bolívia. Assim, o faturamento foi de R$ 65 milhões em 2017. Para 2018, a companhia pretende abrir pelo menos 100 novos centros de estética.

Luzia Costa, fundadora da Sóbrancelhas e da Beryllos disse: “para um ano de crise, de instabilidade, tivemos um bom faturamento. Se tudo der certo, este ano devemos dobrar esta receita e também vamos dobrar a nossa linha de produtos”.

A rede foi bem recebida nos outros países e, por isso, pretende expandir para o Chile. “Na Argentina, nós notamos que as mulheres careciam de um trabalho para sobrancelhas. Isso nos motivou a inaugurar operações lá. O nosso serviço de alongamento de cílios tem uma aceitação tão grande que até os homens fazem”, contou a fundadora.

A franqueadora oferece dois modelos de franquia, o quiosque que exige um investimento inicial de R$ 120 mil, e a loja, com R$ 170 mil de valor inicial. A empresa está criando novos modelos, um deles voltado para cidades pequenas, com menos de 100 mil habitantes e outro para operações premium, que se assemelhará a clínicas de estética e deve ter valor inicial de R$ 280 mil.

A Não+Pelo, franquia de fotodepilação, cresceu 4% em 2017, chegando a um faturamento de R$ 150 milhões. A projeção para 2018 é chegar a R$ 200 milhões de faturamento. Joaquim Martins, diretor-geral de operação brasileira da Não+Pelo comentou: “Não sentimos que o segmento de beleza tenha sofrido tanto a crise como alguns outros. O Brasil representa o nosso quarto país em número de franquias. São 302 unidades. Nós queremos abrir por volta de 60 unidades este ano, no mínimo”.

A rede teve sete inaugurações no Brasil em 2017, mesmo número de unidades fechadas. A crise foi mais sentida pela companhia nos estados do Rio de Janeiro e Pernambuco. Para este ano, as expansões estão focadas para o Centro-Oeste. “A crise impactou a nossa receita em alguns locais específicos. Vamos abrir unidades por todo o Brasil, mas o Centro-Oeste, por conta do agronegócio, provavelmente será onde iremos expandir. A região é, sem dúvidas, importante para o negócio nacional”, afirmou o diretor-geral.

A SUAV, voltada para serviços de sobrancelha e depilação e criada em 2010, pretende uma expansão ainda maior. Hoje existem quatro unidades da rede, três em Minas Gerais. A intenção é inaugurar entre 30 e 35 novas lojas. A projeção de faturamento é de R$ 20 milhões.

A empresa só iniciou o sistema de franquias em 2016, em modelos mais compactos. Ela investe ainda em produtos exclusivos para depilação e pretende criar uma linha de produtos faciais, além de atendimento express.

*Informações retirados do DCI

*Imagem reprodução

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