A adaptação do varejo aos omniconsumidores foi o tema do 3º painel do 6º Fórum Lide do Varejo

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O terceiro painel do 6º Fórum Lide do Varejo foi sobre “O mercado volátil de omniconsumidores-cidadãos”. O fórum acontece no Sofitel Jequitimar, no Guarujá. A mesa de debate foi composta por: Cedric Burel, Presidente da Decathlon; Elizangela Kiokopela, Presidente da Onofre/CVS; Eco MoliternoChief, Creative Officer LatAm – Accenture Interactive  e Raphael Daolio, Head of Retail do Waze.

Os mediadores foram Flávio Rocha, Presidente da Riachuelo e Gustavo Ene, CEO do Lide. O anfitrião foi Sílvio Barboza, Managing Director Consumer Products & Retail Latin America, .

Barboza abriu a discussão comentando os três pilares para acompanhar a mudança de perfil do consumidor: “tecnologia, startup e modelo de negócio.”

Eco Moliterno falou que para atender o omiconsumidor, antes de mais nada, “é preciso entender que agora todos os lugares são pontos de venda. Hoje, as pessoas compram de qualquer lugar, a qualquer hora.” Os dois novos valores do consumidor são o controle que ele possui agora, pois pode pesquisar e exigir muito mais e o outro é a experiência de compra, que mais do que nunca deve ser bem pensada por quem vende. O palestrante ressaltou que duas tecnologias estão sendo cada vez mais utilizadas pelos varejistas: a realidade virtual e a realidade aumentada. “Em 2020, 100 milhões de pessoas vão comprar utilizando realidade aumentada, sobretudo para mobiliário”, comentou. Ele explicou que PDV mudou de significado e não significa mais apenas Ponto de Venda. “Resumindo, PDV hoje significa: Personalizar, Digitalizar e Vender”, concluiu.

Raphael Daolio ressaltou um outro lado do Waze, além de ser mais um aplicativo do celular. “O Waze pode levar à lojas, sendo, por isso, muito útil para os varejistas”, esclareceu. Além disso, ele trouxe um dado interessante. Por causa do trânsito, as pessoas passam, em média, 1 hora e 34 minutos conectadas ao aplicativo. “Muitos me dizem que o Waze é o seu melhor amigo. Ouvir isso é muito importante para nós”, disse.

Cedric Burel trouxe algumas informações sobre o propósito da Decathlon. “A companhia tem 80 mil colaboradores no mundo. Nós dizemos que esse é o nosso maior ativo”, declarou. Além disso, a alma da empresa é tornar o esporte acessível a todos. “Temos liberdade em tudo, nas nossas unidades pelo mundo, mas temos que seguir este princípio”, falou. A omnicanalidade está em vários aspectos, como o site, que oferece produtos e informações completas e as lojas, que têm vendedores que são consultores. A Decathlon organiza eventos esportivos, além de produzir artigos adaptados às necessidades de cada local onde está presente.

Elizangela Kioko falou sobre a omnicanalidade na rede Onofre. Ela disse que a maioria dos consumidores se relaciona por um único canal com a empresa. “Os omniconsumidores são minoria, mas olhando o ticket médio, eles valem seis vezes mais que os outros”, comentou. Alguns objetivos da companhia são oferecer tudo, onde estiver; entender o consumidor, atendendo suas necessidades e estar conectada. ‘Muitos clientes reclamam que há muitas lojas, mas com poucos produtos, pois nunca acham tudo o que procuram. Por esta razão, criamos o fastline, em que ele pode encomendar o que precisa e retirar em loja ou receber em casa em até 4 horas. Em pouco tempo, esse sistema já nos trouxe o faturamento equivalente a uma loja”, falou.

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