Camisaria curitibana cria coleção com desenhos de crianças autistas

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A designer Elisa Serra Negra fundou a marca de roupas femininas Sui Generis Camisaria Feminina com o objetivo de aliar negócios e filantropia, aplicando conceitos como responsabilidade social e empreendedorismo consciente.

Durante o processo de construção do tema da nova coleção, inspirada nas artes de rua do Chile durante uma viagem, a designer lembrou-se dos diversos desenhos que seu sobrinho autista gosta de fazer. A partir daí, algumas peças da coleção “Street Art” serão estampadas com desenhos de crianças e adolescentes da Associação Contato, de Lavras (MG).

Em 2015, a irmã de Elisa, juntamente com outras mães de autistas, resolveram criar uma associação para trazer uma reflexão social sobre o autismo e ajudar as famílias a lidar com a situação, na cidade de Lavras. “Atualmente, são 43 famílias associadas. Além de todo o suporte proporcionado, a associação promove diversas capacitações e eventos apropriados para autistas e suas famílias com o objetivo de buscar, junto à prefeitura da cidade, um atendimento especializado e de qualidade para pessoas autistas e promover a inclusão escolar”, disse Elisa.

De acordo com Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial, o autismo é uma condição de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento que se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. “Existe uma série de atividades que estimulam o melhor convívio de uma criança autista. Com pintura ou desenhos, por exemplo, é possível trabalhar as questões de motricidade, espaço, lateralidade e também o uso criativo para a escolha espontânea das cores e dos desenhos”, explicou a especialista.

Com a parceria em sua nova coleção, a Sui Generis vai doar 5% do valor de cada peça para a Associação Contato, que vai investir o dinheiro para melhorar o atendimento de centenas de crianças. Elisa explica que, ao idealizar a marca, sempre imaginou que ela deveria ir além de um segmento da moda, que tivesse um propósito. “Quero que as peças tenham uma história para contar. O diferencial, além do vestuário, é trazer questões como responsabilidade social, comércio justo e qualidade”, concluiu a empreendedora.

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