A hora e a vez das ações de treinamento

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Por Rodrigo Anunciato*

O Índice de Confiança do Empresariado do Comércio (Icec), divulgado no início deste mês pela Confederação Nacional de Comércio, Bens e Serviços (CNC), aponta quedas de 7,7% no mês de março em relação ao mês de fevereiro.

Segundo especialistas, a queda na confiança dos empresários dos setores avaliados no Icec pode levar a um aumento significativo das demissões ao longo do ano.

O que fazer frente a esse cenário?

Essa é a pergunta que a maior parte do empresariado brasileiro se faz nesse momento, e uma das possíveis respostas pode estar mais perto do que se imagina.

De modo geral, cenários econômicos desfavoráveis exigem maior empenho criativo por parte das empresas, bem como revisões consideráveis de questões que envolvem produtividade e efetividade.

Entretanto, essas não são as únicas ações a serem adotadas pelas empresas que buscam garantir sua atuação em meio à turbulência econômica atual.

Nesse momento, um dos meios para se fazer isso é por meio do investimento ainda mais intenso em ações de treinamento, revisão de processos e adoção de novos procedimentos de trabalho.

Pode parecer insensato à primeira vista, mas essa é uma das maiores e melhores opções para o momento, pois, de modo geral, períodos de baixa produção permitem ao empresariado alavancar a qualificação do capital humano de suas empresas, favorecendo assim a obtenção de índices ainda mais expressivos de produtividade e efetividade profissional, mesmo com quadros de colaboradores mais enxutos.

Iniciativas que fazem a diferença

A General Eletric (GE), seguindo essa linha de atuação, inaugurou um centro de treinamento no Rio de Janeiro.

Algumas das maiores empresas varejistas do País tem investido fortemente na construção de suas universidades corporativas, visando a formação não apenas de suas lideranças, mas também de seus níveis de base, o que permite que colaboradores que nunca estiveram em uma sala de treinamento possam finalmente integrar uma.

Segundo o Índice Global de Investimentos de Talentos (GTCI), divulgado pelo Human Capital Leader Institute, o Brasil figura no 49° lugar no ranking com 93 nações que investem no crescimento, na atração e na retenção de profissionais.

O resultado do país no GTCI deixa claro que ainda há muito por fazer quando o assunto é o capital humano das empresas e reforça não apenas a importância, mas a urgência de que o empresariado brasileiro compreenda definitivamente que o fortalecimento econômico está diretamente ligado ao fator humano.

Com isso, fica claro que investir no capital humano agora trará benefícios às organizações não apenas no longo prazo, mas no curto e médio também.

Àqueles que de fato quiserem fazer a diferença nesse momento precisarão não apenas reavaliar seus programas de treinamento, mas finalmente compreender que o aprimoramento profissional por meio do treinamento é um investimento e não um custo que só se assume quando o momento econômico é favorável.

*Rodrigo Anunciato (rodrigo.anunciato@gsmd.com.br) é gerente de Soluções e Projetos da GS&MD – Gouvêa de Souza

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