Shopping Centers – O que esperar do NRF 2016

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Por Luiz Alberto Marinho*

Na semana que vem, uma horda de brasileiros invadirá Nova Iorque (EUA), para participar da Convenção da National Retail Federation, o chamado NRF Big Show. Eu também estarei lá, pelo 18º ano consecutivo, para acompanhar as principais tendências do varejo.


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Mas, afinal, o que o NRF pode trazer de conhecimento relevante para os shopping centers? Bem, embora pouquíssimos executivos de shoppings estejam escalados para falar no palco do Jacob Javits Center, os assuntos que serão abordados na convenção podem trazer muita inspiração para os centros comerciais brasileiros. A começar pelas importantes mudanças no comportamento dos consumidores, em especial os ‘millennials’, apelido dado aos jovens que hoje estão na faixa entre 15 e 35 anos de idade.

Não é exagero dizer que o bloco de palestras no NRF 2016, voltado para tendências de comportamento do consumidor, é o mais volumoso dos últimos anos. Isso acontece porque de fato a convergência entre o físico e o digital, bem como mudanças importantes nos código de valor e conduta da sociedade, alteraram significativamente a relação das pessoas com as marcas e com o consumo, afetando por consequência a maneira como e porque as pessoas fazem suas compras.

Outro ponto de interesse para os shoppings será acompanhar a evolução das experiências dos varejistas globais com o omnichannel, ou seja, a integração entre os canais de compra físicos e virtuais. Uma das empresas pioneiras neste assunto na indústria de shopping centers é a australiana Wesfield, que participará de um painel com o sugestivo nome ‘Físico ou Digital? Escolha os DOIS!’, assim mesmo, com exclamação no final e a palavra DOIS em maiúsculas.

Os shoppings de fato ainda não definiram suas estratégias para enfrentar o inevitável momento em que o consumidor trafegará naturalmente entre lojas físicas e plataformas digitais, passando de uma para outra quase sem sentir. Por isso é importante aprender com as lições de quem se dispôs a testar essa integração desde já.

Inteligência competitiva será outro assunto-chave no NRF 2016. A captura e utilização de informações fornecidas pelos consumidores, seja por meio do seu padrão de consumo ou de conteúdo postado nas redes sociais, deve orientar cada vez mais as estratégias das empresas varejistas. Nesse caso, o desafio para os shoppings é enorme, já que grande parte dessas informações pertence aos seus lojistas e a quantidade de clientes identificados nominalmente costuma ser bem pequena. Porém, esse desafio é tão grande quanto essencial para elevar a precisão e efetividade das suas estratégias de marketing e comerciais.

O Big Show 2016 trará ainda palestras sobre novos projetos de loja ao redor do mundo, tecnologias aplicadas ao varejo, construção de experiências para os consumidores e, de quebra, oferecerá um bloco de apresentações dirigidas a pequenos negócios, que representam, no Brasil, uma quantidade significativa dos lojistas de shopping centers.

Por tudo isso, vale muito a pena ficar de olho aberto nas discussões deste ano no Big Show da NRF.

OBS: Se você não vai a Nova Iorque, acompanhe o evento pelas redes sociais do Grupo GS& e agende-se para participar dos diversos eventos Pós NRF que faremos Brasil afora, na volta do Big Show. Se preferir uma palestra in company, escreva para mim.

*Luiz Alberto Marinho (marinho@gsbw.com.br) é sócio-diretor da GS&BW.  Siga-o no Twitter: @luizmarinho

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