Varejo nos EUA – Recuperação após a crise?

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Por Eduardo Yamashita*

Neste domingo, 17 de janeiro, começa o NRF Big Show 2016, em Nova Iorque (EUA), que se consagrou como o maior evento do mundo no segmento de varejo. O NRF já está na 104ª edição e em 2015 atraiu 33 mil executivos de todo o mundo.


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Nos anos pós crise de 2008/2009, assistimos a um movimento no NRF e no varejo norte-americano de “Fazer o Básico Bem Feito” (Back to the Basics), clima completamente diferente do que vivíamos no varejo brasileiro, que teve seu pico de crescimento em 2012. Nesse ano de 2016 o cenário deve ser exatamente o oposto, o otimismo e boas perspectivas da economia americana devem dar o tom do evento, mas ainda com resquícios do pragmatismo e pé no chão adquiridos com o difícil cenário na crise.

Esse ano o gigantesco pavilhão de exposição estará completamente lotado, com fornecedores mostrando soluções que serão focadas em tecnologia, produtividade, omnichannel etc., mas que deve também mostrar mais soluções inovadoras do que nos anos anteriores, seguindo o humor de recuperação da economia americana.

O clima de otimismo dá-se pelos bons indicadores de retomada do crescimento, como a melhoria do PIB, queda expressiva do desemprego, aumento dos índices de confiança, aumento dos investimentos e manufatura.

Com essa conjuntura favorável, é claro que o varejo norte-americano tem desfrutado de bons números também. Apesar do resultado acumulado de janeiro a novembro de 2015 ser de queda de -0,4%, analisando em detalhes esse número percebemos que o resultado negativo é influenciado fundamentalmente pelo segmento de combustíveis que apresenta queda de -20% no mesmo período e de outros dois segmentos que são lojas de departamento (-1,9%) e eletroeletrônicos (-1,8%). Todos os demais segmentos apresentam alta de no mínimo 2% como vestuário (+2,2%), alimentos e bebidas (+2,8%), material de construção (+3,9%), cuidados pessoais (+4,3%), móveis (+5,6%), material esportivo (+5,7%) e veículos (+6,9%). Vale ressaltar que a queda de -20% em combustíveis é na verdade bastante positiva para o mercado como um todo, com o orçamento familiar dos americanos aliviado com a forte queda no preço dos combustíveis e reforçado pelo aumento do empego.

Com os números acima mencionados, fica evidente que os papéis de inverteram, executivos norte-americanos otimistas e esperançosos, enquanto que executivos brasileiros com muitas incertezas sobre o ambiente politico e econômico. É exatamente em cenários adversos como esse que estamos passando que a atualização, inspiração e aumento da produtividade se tornam fatores chave para as empresas que sairão mais fortes da crise, e sem dúvida, a NRF é uma das melhores fontes para fazê-lo.

*Eduardo Yamashita (eduardo.yamashita@gsmd.com.br) é diretor de Inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza.

 

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