A seguir, cenas do próximo capitulo do NRF Big Show

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Por Alexandre van Beeck*

Nos últimos anos de NRF Big Show ouvimos muito sobre crescimento e amadurecimento do varejo digital, o receio do fim das lojas físicas do varejo e, mais recentemente, discutimos sobre a estratégia omnichannel e a reação do varejo físico, criando novos serviços e soluções com a ajuda do conhecimento gerado justamente pelo digital. As lojas físicas morreram e, como uma fênix, renasceram e hoje estão mais forte do que nunca, integrando o digital como fortaleza integrada nas suas iniciativas. Nos próximos dias, embarco para mais um NRF Big Show, em Nova Iorque (EUA), e divido com vocês o que esperamos encontrar por lá.


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Consumidor

Os anos passam e nossos millennials estão crescendo, entrando no mercado de trabalho e ganhando cada vez mais poder de compra. Isso tudo combinado com a sua característica mais proprietária: os millennials desenvolveram, a partir da tecnologia, um incrível PODER DE INFLUÊNCIA. A geração conectada por natureza, influencia desconhecidos, valoriza marcas que tenham mais do que um posicionamento, preferem aquelas que deixem claro seu propósito de maneira consistente em todos os pontos de contato com seus fãs. Digo, consumidores. Entender o que essa garotada pensa, como ela espera que sua marca atue e implementar uma estratégia envolvente será um dos temas mais discutidos no evento.

Acredite: Big Data é Real

Temos a expectativa de encontrar, tanto no evento como nas visitas técnicas às lojas, exemplos de que o varejo está tendo cada vez mais conhecimento sobre o consumidor, seus hábitos, suas preferências, suas rejeições e escolhas, usando fundamentalmente a inteligência do Big Data. Esse termo, que foi contestado em alguns momentos como apenas mais uma palavra da moda, hoje mostra sua função e aplicação. A aplicação prática do conhecimento adquirido estará evidente em ferramentas de inteligência no frente de caixa, no POS, de sensores dentro de loja até com inteligência desenvolvida nas compras digitais, identificando as preferências e analisando o caminho da compra no mundo digital que impacta na loja física. A compra é contínua, não termina no digital e tão pouco fica restrita à loja física. As empresas que já estão conseguindo fazer essa integração de inteligência entre o físico e digital estão saindo na frente.

O ceticismo brasileiro

Não tem como evitar o clima de ceticismo que estamos passando na nossa economia. Isso impacta diretamente nos empresários e executivos brasileiros. Estamos todos em busca de como podemos melhorar o negócio que gerimos. Como melhorar a produtividade, como tornar os vendedores mais eficientes, como fazer a marca mais resiliente diante de tantas tormentas.

Dentro do espírito de busca por soluções e provocar um olhar estratégico-mão-na-massa irei conduzir uma mesa de discussões dentro da programação da Delegação da Gouvêa de Souza com o tema: “Consumidor conectado com a loja (vice-versa), estratégias de relacionamento e conhecimento nesta nova relação de consumo.” A ideia desta mesa é discutir o que vimos no NRF, se os cases são aplicáveis à realidade brasileira, o que precisa ser feito para que isso se torne realidade no Brasil, quais as ferramentas, os métodos e iniciativas que já estão sendo realizadas no Brasil que possam servir de benchmarking.

Se você não conseguiu ir até Nova Iorque, acompanhe nossos posts diários e prepare-se para os eventos PÓS NRF que iremos realizar em diversas cidades brasileiras. Se for de seu interesse uma palestra específica para seu negócio, entre em contato comigo.

*Alexandre van Beeck (alexandre.beeck@gsmd.com.br) é head da GS&AGR Consultores. Siga-o no Twitter: @beeck

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