Entre as palestras NRF 2016, marcas jovens com clientes e produtos específicos

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A CEO da GS&AGR Consultores, Ana Paula Tozzi, fala um pouco de algumas palestras que conferiu no NRF Retail’s Big Show. Ela é uma das consultoras da Delegação GS&MD – Gouvêa de Souza, e levanta os destaques do dia: marcas que inovam, valorizam nichos específicos de seus clientes e, sobretudo, falam de millennials para millennials.

Na palestra “Como construir uma marca que os jovens gostem” (How to build a brand young people love?), dois jovens empreendedores dividiram seus cases para consumidores bem específicos. Um deles, a co-fundadora da Dia&Co, Nadia Boujarwah, traz uma marca online, voltada para o público feminino.

“A fundadora construiu uma marca  baseada em um consumidor acima do peso – mulheres acima do peso. Como trazer para essa consumidora um valor de beleza, de senso de propriedade, de como se comunicar com ela de uma maneira que ela se sente bem. A fundadora foi muito feliz, criando um espaço onde essas mulheres se sentem valorizadas e se vestem perfeitamente”, explica Ana Tozzi. A marca é exclusivamente online e vai até o consumidor. “Ela vai até a casa dessas pessoas, oferece uma solução completa, como se estivesse com uma loja dentro da casa dela. Ela não tem loja física, apenas a loja online e a perspectiva é que ela se mantenha nos próximos três anos assim.”

Outro case que a CEO da GS&AGR destaca é a do presidente da marca Outdoor Voices, Andrew Parietti. “É uma marca de millennials para millennials. É uma emrpesa com idade média de 28 anos. A pergunta que eles fazem para o cliente não é ‘Oi, o que você quer? O que você quer comprar de mim?’ e sim ‘Oi, a que você veio para o mundo?'”, define Ana Tozzi. A marca possui uma forma direta de comunicação com seu cliente, por de hashtags, e abriu uma loja física no Texas, além de uma pop-up store em Nova Iorque. “É bem interessante por eles serem um foco bastante específico, extremamente nichados e falam a linguagem direta dos millennials. Eles nem conseguem discutir estrutura organizacional ou  processo de logística, essa linguagem nem faz parte deles. É uma forma diferente de pensarmos, extrapolando nossas companhias e entendendo como esses millennials estão se comportando.”

 Por Eli Carlos Vieira (publicacoes@gsmd.com.br)

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