Tanto se fala nas novas gerações, mas e as que vão envelhecendo?

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Por Giuliana Grinover*

Muito estamos discutindo sobre as novas gerações de consumidores, os millennials, nascidos entre 1982 – 2000, geração com características bastante marcantes, conectados, impulsivos, valorizam mais o propósito do negócio do que o lucro, que são independentes, super informados etc, etc, etc. Neste contexto, conversando com outros profissionais das áreas de varejo e de tecnologia, resolvemos refletir sobre as gerações mais velhas que os millennials, que serão, num futuro bem próximo, a maioria no mundo.

A população brasileira está envelhecendo, é um fato! O movimento da pirâmide etária mostra um deslocamento para cima, com faixas etárias mais elevadas, e isso é bastante claro. Numa comparação com Estados Unidos e Alemanha, países com economias mais maduras, percebemos um claro engrossamento do topo da pirâmide.

E o que esse envelhecimento da população significa?

Numa palestra do americano Dr James H. Johnson, ele aponta um futuro de competitividade dependente da educação e do sucesso das gerações mais jovens, com grandes oportunidades.

Em outro relato, Joe Coughlin professor do MIT, também sinaliza que o envelhecimento da população no mundo vai trazer diferentes expectativas aos modelos de negócio existentes. Quem vai trabalhar e trazer resultados nas empresas? Como essas pessoas vão se deslocar para seus locais de trabalho, visto que a mobilidade delas pode estar debilitada? Como a cadeia de abastecimento vai entregar seus produtos e serviços?

De qualquer forma, teremos uma geração de millennials tendo que sustentar uma geração mais velha e mais populosa. É uma preocupação e um grande desafio para as empresas e instituições, pois os mais velhos querem e podem permanecer no mercado de trabalho. Eles têm boa educação e trabalham sempre voltados ao atingimento de resultados. Mas como colocá-los no mercado e misturá-los as novas e jovens gerações?

Por outro lado, as instituições previdenciárias brasileiras estão falidas. Os jovens não tem o hábito de economizar, pois quando conseguem acumular algum dinheiro, utilizam suas economias em necessidades imediatas, compras de bens de consumo ou uma viagem desejada.

Então aqui fica uma reflexão: a educação deveria ser a chave para que as novas gerações encontrarem uma fórmula de economizar e garantir seu futuro, e para os mais velhos permanecerem ativos no mercado de trabalho, sendo atualizados das novas e modernas tecnologias? Acredito que sim, a forma mais digna e objetiva de manter algum equilíbrio para sustentar essa massa de “velhos” que irão ser maioria no mundo!

*Giuliana Grinover (giuliana.grinover@agrconsultores.com.br) é sócia e head da GS&AGR Consultores

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