5 Lições do varejo de Nova Iorque

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Por Cínthia Ceribelli*

Já faz algum tempo que o conceito de storytelling está flertando com o varejo. Mas algumas iniciativas mostram como uma execução perfeita pode encantar o consumidor, a ponto de ele voltar para a sua loja mesmo que 85% do mix de produto tenham mudado.

Esse é o conceito da “This is is Story”, uma loja que nasceu pop-up em 2011, mas que conquistou seu espaço e público, levando o ponto de vista de uma revista, mudando como uma galeria e vendendo como uma loja. A cada oito semanas a história é reinventada completamente, do projeto à mercadoria. Ao ano, a loja muda cerca de seis a oito vezes e é preciso um tempo de duas semanas para que o espaço seja recriado com a “nova história”.

A loja está em constante busca por marcas e produtos que estejam sintonizados com cada tema proposto, por isso, muitas vezes, é possível encontrar produtos exclusivos e em tiragens menores, sem reposição. “Para o recrutamento, eles focam em pessoas curiosas, que gostam de contar histórias, de perfil bem heterogêneo, com fatos e experiências diferentes. A equipe é descolada, prestativa e treinada para explicar o produto”, conta Eduardo Yamashita, diretor de Inteligência de Mercado da GS&MD.

“Uma das coisas que a gente tenta é sempre surpreender o consumidor, em várias áreas, mas especialmente na de beleza, cosmético e vestuário. O consumidor quer sempre novidade, então temos de criar motivos para ele voltar à loja e, no momento que a Story se reinventa, ela traz os temas de uma abordagem muito diferenciada, mostrando essa capacidade de o varejo se reinventar para sempre surpreender”, explica Isabella Wanderley, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Boticário.

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*Cínthia Ceribelli para a Revista Mercado & Consumo

 

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