Experiências 5.0 – Parte 3

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[tempo para leitura: 3 minutos]

Por Marcos Gouvêa de Souza*

Este é o terceiro e último artigo focado no tema “Experiências 5.0”. Nos anteriores, discutimos o cenário que fez emergir experiências como um conceito inovador e direcionador de uma nova realidade econômica, além de historiar a evolução do próprio conceito da experiência 1.0 até o atual estágio 5.0, influenciado pelos eventos como elemento diferencial desse estágio.

Neste, vamos discutir as implicações para o mercado futuro da crescente relevância das experiências no cenário dos negócios, através de questões que se impõem para entender e dimensionar seu impacto.

Eis 15 questões que devem ser consideradas para todos que, de forma direta ou indireta, estejam envolvidos com a temática:

  1. Qual a dimensão e o impacto econômico do crescimento das experiências no cenário de negócios, especialmente pela migração de dispêndios com produtos e mesmo serviços, para a aquisição de experiências?
  2. Que alterações o estágio 5.0 das experiências, aquelas na Ominera, podem configurar no ambiente de negócios, revertendo a tendência à comoditização, criando uma nova realidade que mescla produtos e serviços com experiências que possa permitir melhoria de rentabilidade nos negócios?
  3. Como a preferência dos millennials pelos eventos, como forma de vivenciar momentos marcantes e diferenciados em suas vidas, preferindo trocar a aquisição de produtos e mesmo serviços, por experiências relevantes irá reconfigurar o futuro dos negócios?
  4. Como repensar diferentes centros planejados de compras e serviços, incluindo os diferentes formatos de shopping centers, mas também aeroportos, centros de escritórios e negócios, hospitais, universidades, estações rodo-ferroviarias, revendo sua oferta, arquitetura e conceitos com experiências que os tornem mais atraentes econômica e socialmente?
  5. Quais os limites e fronteiras envolvem o varejo tradicional de lojas, em diferentes segmentos de mercado, para incorporar experiências em sua proposta para diferenciar e rentabilizar reações?
  6. Como desenvolver, implantar e promover experiências no competitivo ambiente do comércio eletrônico, que reduza o impacto da crescente competitividade focada exclusivamente em preços e condições?
  7. Num ambiente cada vez mais caracterizado pela tecnoera, como integrar experiências relevantes e diferenciadas através das pessoas?
  8. O que pode ser desenvolvido envolvendo o canal de vendas diretas, predominante apoiado em micro-empreendedores, para incorporar diferenciação através de experiências no ambiente 5.0?
  9. É possível desenvolver e incorporar experiências nas alternativas de canais “desumanos” como vending machines ou catálogos?
  10. Como avaliar os limites e o retorno na incorporação de experiências nas lojas no cenário omnicanal para gerar um ambiente mais propenso à compra com maior rentabilidade?
  11. Como e para onde irá evoluir a crescente incorporação de elementos tecnológicos nos pontos de vendas de forma a proporcionar experiências que maximizem a satisfação dos consumidores em suas compras?
  12. Quais as alternativas para migrar de experiências oferecidas como agregadoras de valor a produtos e serviços existentes, para experiências pagas que diferenciem a oferta e gerem negócios economicamente mais interessantes?
  13. Como os detentores de marcas no mercado de consumo, especialmente os fornecedores de produtos no conceito FMCG, devem incorporar experiências, integradas ou não, com seus canais de distribuição?
  14. As propostas de distribuição em escala massificada, especiamente os formatos orientados para preço baixo, como clubes de atacado, hard discounters e outros, deveriam buscar incorporar experiências em sua proposta?
  15. As marcas do segmento luxo deveriam se propor a serem as referências maiores das experiências em suas propostas? Tanto nas lojas próprias como quando revendidas em outros canais? Como viabilizar?

Seguramente, muitas outras questões poderiam ser levantadas e consideradas, mas cremos que a simples listagem destas aqui colocadas, cria a exata dimensão dos desafios e oportunidades contidos nesta discussão.

Traga sua contribuição.

Nota: Para os que se interessarem em evoluir nessa visão, o Grupo GS& estará produzindo e distribuindo em breve um documento envolvendo essa temática e no LATAM Retail Show, que ocorre de 23 a 25 de agosto, no Center Norte, em São Paulo. Esse assunto será também aprofundado e debatido.

Leia AQUI a primeira parte deste artigo e AQUI a segunda!

*Marcos Gouvêa de Souza (mgsouza@gsmd.com.br) é diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza. Siga-o no Twitter: @marcosgouveaGS

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