Abaixo os tapumes. Oportunidades que surgem nas vacâncias dos shoppings

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Por Marcos Hirai*

A vacância nos shoppings, sobretudo naqueles abertos nos últimos três anos ainda está muito alta. Estimam-se que existam 12 mil lojas vagas nos 546 shoppings brasileiros. Para que este cenário seja amenizado, muitos deles estão repensando seus espaços vagos. Afinal, não existem perspectivas imediatas de que os varejistas tradicionais ocupem estes espaços tão cedo. Então, é hora de pensar em novas ancoragens.


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Algumas iniciativas que começam a ganhar espaço nos shoppings:

Bares e Restaurantes – as alamedas gourmet (não confundir com as praça de alimentação), com um conjunto de restaurantes de diferentes especialidades, já existem com relativo sucesso nos shoppings das capitais, mas ainda são incipientes em cidades do interior. Faltam bons players, é verdade, mas redes como Madero, Johnny Rockets, Rock & Ribs, Coco Bambu, Mousse Cake começam a expandir nacionalmente, abrindo novas possibilidades.

Casas de shows, teatros e baladas – sim, a vida noturna começa a conviver nos shopping centers, oferecendo atrações até a madrugada. Normalmente ocupam áreas externas e corredores secundários.

Parques temáticos – mega aquários, parques de diversões e centros de entretenimento já surgem como grandes âncoras de turismo, trazendo um novo público de regiões distantes, ávidos por momentos de lazer e passeios de finais de semana e de férias.

Serviços e conveniência – clínicas médicas, odontologia, escolas de idiomas, pet shops, além das já consagradas academias de ginástica, salões de beleza, lavanderias, poupatempos  e lotéricas que já trazem um público fiel e cativo. Agora, novas frentes surgem aumentando ainda mais as opções como estúdios de dança, laboratórios clínicos e buffet infantis.

Centros de eventos e exposições – em cidades do interior, espaços grandes e médios podem se transformar em espaços para feiras regionais, eventos locais e oferecerem novas vocações para parte dos espaços disponíveis.

Espaços de co-working – alguns shoppings em São Paulo já anunciaram as primeiras salas de co-working – espaços de compartilhados de profissionais liberais e pequenas empresas.

Escolas e faculdades – já tradicionais, mas que retornam com força novamente pela vacância de grandes áreas. Oferecem a vantagem de trazerem um alto volume de alunos que se transformam automaticamente em clientes importantes para a área de alimentação e consequentemente para as lojas.

Lojas digitais – lojas satélites que trazem o mundo digital para os shopping centers, ocupando áreas não ocupadas por lojas tradicionais, retraídas pelo momento econômico e carência de franqueados.

Enfim, o momento é de sair da caixa e pensar diferente, repensar, revocacionar. Só não vale deixarem os tapumes proliferarem, pois isto sim espantam os clientes.

*Marcos Hirai (marcos.hirai@bgeh.com.br) é sócio-diretor da GS&BGH Retail Real Estate

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