Varejo sangue nos olhos!

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businessman in boxing gloves on background
[tempo para leitura: 2 minutos]

No meio dessa turbulência econômica jamais vista em anos, posso afirmar uma coisa: o varejo está com sangue nos olhos!

Muitas empresas que conheço nestes dois últimos anos se reviraram de dentro pra fora e de fora pra dentro! Cortaram desperdícios até não poder mais, enxugaram seus quadros ao limite, ocupando 100% do seu staff que sobrou com múltiplas tarefas. Mudaram a rotina de trabalho sistematicamente, gerando pouca oportunidade de acomodação. O pareto foi aplicado do head count à gestão de produto.

A “juniorização” dos profissionais, com todos os riscos que isso implica, foi disseminada e as folhas salariais caíram e a meritocracia por meio da performance está cada vez mais em alta.

Podemos afirmar literalmente que a crise gera oportunidades e nos fortalece, por isso os empresários brasileiros são reconhecidos mundo a fora, por lidarem com tantos desafios internos que acabam se tornando fortes e criativos, pelo menos os que sobrevivem.

O varejo está mais apto, não tenho dúvida, com o fluxo de clientes cada vez mais baixo em nossas lojas, on e off-line. Toda a atenção neste momento volta-se para a maximização da conversão das vendas. Os clientes não podem ser desperdiçados!

O cliente sabe o que quer e mesmo com a confiança mergulhada na incerteza do desemprego ele continuará comprando, menos e mais cautelosamente claro, mas,  quem tiver o que ele busca nas condições que o conforta converterá a venda.

A área de produto não deve permitir ruptura do que são considerados “best sellers”, inclusive, pasmem, arrisco a dizer que uma “certa” cobertura a mais nestes itens devem ser mantidos no estoque!

Não duvido nada que qualquer pequena melhora no cenário político-econômico possa gerar falta de mercadoria.

A indústria enxugou  as importações e a própria produção, corremos o risco de desabastecimento nos itens que mais vendemos.

Fizemos OBZ das contas internas, revemos processos que geram resultado, cortamos até o osso as despesas não estratégicas, exugamos mão de obra maximizando o máximo de produtividade.

Estamos mais preparados do que nunca – estamos com “sangue nos olhos”!

Quem viver verá!

Quer saber mais? Entre em contato, somos especialistas em consumo e varejo:

 

1 COMENTÁRIO

  1. De fato, Jean, o aumento da performance empresarial em meio a crise é condição sine qua non para sobrevivência.

    Quando este período difícil passar, amenizando as dores dos empresários, as marcas que souberam lidar com o temporal colherão os frutos no período de bonança.

    Se conseguimos empreender (lucrativamente) no Brasil em meio à crise, conseguiremos qualquer coisa.

    Sucesso a todos!

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