Venda da Via Varejo avança e desperta interesse no mercado

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Maior acionista da Via Varejo, o GPA informou que seu conselho de administração já deliberou, por unanimidade, autorizar a diretoria a iniciar um processo de alienação de sua parte no capital da Via Varejo, formada pelos negócios de lojas físicas e venda online das Casas Bahia e Ponto Frio. O GPA até já foi informado sobre as companhias que manifestaram interesse na operação. Há, pelo menos, três grupos: os chilenos da Falabella, a Lojas Americanas e a Steinhoff International, de origem alemã, mas com sede na África do Sul – esta última, em conversas com o controlador do GPA, o grupo Casino, pelo menos desde outubro. O GPA tem 43,3% do capital da Via Varejo.

A Falabella
Segunda maior varejista do Chile, a Falabella é uma operação que gera caixa e com baixa alavancagem, considerando a operação de varejo. Além do Chile, opera no Peru, Argentina, Colômbia e Brasil – por aqui por meio da rede de material de construção Sodimac. No Brasil, são três lojas da Sodimac, além do controle da Dicico, adquirida em 2013 e com 54 pontos.

A Falabella tem 470 lojas na América Latina e registrou vendas brutas de US$ 12 bilhões no ano passado (mais de R$ 40 bilhões). Até setembro, foram US$ 9,2 bilhões em faturamento (alta de 4%), para um lucro de US$ 940 milhões, expansão de 37% (em moeda chilena). São quase US$ 700 milhões em caixa ao fim de setembro de 2016 – o valor de mercado da Via Varejo ontem girava em torno de US$ 1 bilhão. Uma aquisição exigiria aumento da dívida, atualmente sob controle – a relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (ebitda) está em uma vez – era 1,1 vez há um ano. Procurada, a Falabella diz que não comenta rumores ou especulações e está focada na expansão da Sodimac e da Dicico.

Lojas Americanas
No caso da Lojas Americanas, o mercado acredita que a empresa conseguiria facilmente fazer um movimento de aquisição, por meio de captação de recursos no mercado pelos controladores da empresa, liderado pelo empresário Jorge Paulo Lemann, sócio também da 3G Capital. Outro caminho seria uma chamada de capital da Lojas Americanas por parte dos sócios, para bancar a operação. Relação entre dívida e ebitda está em 2,4 vezes, empresa poderia chegar até 3,5 vezes, limite aceitável na visão do grupo.

Steinhoff
Considerado um interessado com razoável poder de fogo, a Steinhoff é controlada por Christoffel Wiese, um bilionário com fortuna estimada em US$ 6,6 bilhões, segundo a Bloomberg. Em caixa, ao fim de junho, a empresa somava € 3,6 bilhões, era € 2,8 bilhões um ano antes. O grupo cresceu na Europa por meio de aquisições recentes e tem uma operação com perfil de público mais popular e também “premium”, muito próximo ao das Casas Bahia e Ponto Frio.

Fonte: SM

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