Fecomércio espera alta real de 1% no varejo paulista

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O comércio varejista de São Paulo deve registrar 1% de crescimento real no faturamento no próximo ano. A projeção é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Para 2017, a previsão é de que sejam arrecadados R$ 583,4 bilhões.

Para o órgão, as reformas econômicas empreendidas pelo governo federal vão respaldar a recuperação do setor. A aprovação da política de teto para os gastos públicos e a manutenção de um ciclo de queda nas taxas básicas de juros, de acordo com a Federação, tendem a restaurar a confiança dos agentes econômicos, estimulando novos investimentos e criando as bases para um melhor controle da inflação, que tende a lentamente convergir para o centro da meta.

Ainda de acordo com a Fecomércio, em São Paulo, é esperada uma recuperação mais rápida do que para o Brasil. A economia paulista deve se beneficiar mais intensamente de uma eventual melhoria da indústria e do comércio externo, que têm impactos positivos mais intensos sobre a renda.

Neste ano, o varejo paulista deve faturar R$ 580 bilhões. O cenário é melhor do que o previsto no início de 2016, quando a expectativa era de que houvesse recuo nas receitas.

“A partir de junho deste ano, começamos a registrar índices positivos de crescimento mensais, fazendo que a estimativa para o fechamento do ano se situe em torno de crescimento zero. De um lado, não haverá avanço, mas evitaremos, por outro, a expectativa traçada no início do ano que era de uma queda de 5% pelo terceiro ano consecutivo”, afirma o economista da Fecomércio, Altamiro Carvalho.

De acordo com ele, a expectativa para o Natal é de que as vendas fiquem no mesmo nível do registrado no ano passado. “As dificuldades ainda permanecem. Temos um nível de desemprego muito elevado e o 13º salário a ser injetado nesse ano será inferior ao do ano passado em termos reais por conta da queda na massa de rendimentos e no número de empregados, que não permite que haja uma expansão de vendas no Natal, mas também não devemos apresentar nenhuma queda”.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Fecomércio

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