Varejo paulista deve iniciar recuperação em 2017, estima FecomercioSP

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Os dois anos consecutivos de queda, o faturamento do comércio varejista no estado de São Paulo deve registrar crescimento de 1% em 2017, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No próximo ano, a receita total de vendas deverá alcançar R$ 583,4 bilhões.

Para a entidade, a recuperação das vendas deve ser um processo longo e bem gradual e não são esperados resultados expressivos em 2017, devido à recessão econômica.

Para o estado de São Paulo é esperada uma recuperação mais rápida do que para o Brasil, pois deve haver uma melhoria da indústria e do comércio externo com impactos positivos mais intensos sobre a renda.

Varejo em 2016
O comércio varejista do estado de São Paulo deverá apresentar, no final de 2016, uma taxa nula de crescimento, com faturamento real acumulado de R$ 580 bilhões, montante similar ao obtido em 2015. Apesar de o resultado estar muito aquém do desejável, o setor conseguiu superar os prognósticos negativos traçados no início do ano, quando se estimava nova queda anual de vendas ao redor de 5%, após ter registrado uma retração de 6,3% em 2015, o pior desempenho anual da história recente do varejo paulista.

Quatro das nove atividades analisadas pela pesquisa devem evitar perdas anuais no faturamento em relação a 2015, com destaque para farmácias e perfumarias (11%) e supermercados (6%), que devem atingir o faturamento real de R$ 43,8 bilhões e R$ 203,2 bilhões, respectivamente.

Por outro lado, as quedas mais agudas devem ser registradas nos segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-15%) e de lojas de móveis e decoração (-7%), que devem registrar receitas de R$ 40,8 bilhões e R$ 7,6 bilhões, respectivamente.

Natal
As vendas do comércio varejista devem registrar leve queda de 0,3% em dezembro em relação ao mesmo período de 2015, e o faturamento real deve atingir R$ 59,1 bilhões no mês. De acordo com a FecomercioSP, a persistência do quadro de retração da renda e elevada taxa de desemprego, aliadas às altas taxas de juro e dificuldade de acesso ao crédito devem desestimular as vendas no Natal.

Das nove atividades que englobam a pesquisa, as quedas mais expressivas comparadas a dezembro de 2015 devem ser observadas em eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-19,3%) e lojas de móveis e decoração (-11,1%). Os segmentos que deverão registrar os melhores desempenhos no mês do Natal são farmácias e perfumarias (9,2%) e autopeças e acessórios (7,7%).

Para a assessoria econômica, o elemento mais importante para sustentação da expansão sazonal que ocorre em dezembro em comparação aos demais meses é o ingresso do 13º salário que, em 2016, tende a ser inferior em 2,8% ao volume pago em 2015, em termos reais, já descontada a inflação.

Serviços
O faturamento real do setor de serviços na cidade de São Paulo registrou queda de 3,6% no acumulado do ano, terminado em setembro, sendo a 21ª queda consecutiva neste comparativo. O setor deve encerrar 2016 com um faturamento real de R$ 262,3 bilhões, queda de 3,3% em relação ao ano anterior.

Comércio eletrônico
O comércio eletrônico paulista registrou faturamento real de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre do ano, queda de 6,6% em relação ao mesmo período de 2015. Houve redução da participação do comércio eletrônico sobre o total das vendas do comércio varejista paulista. No primeiro trimestre a representatividade do comércio eletrônico era de 2,7%, passando para 2,6% no segundo e, finalmente, 2,4% no terceiro. O ticket médio das transações seguiu a mesma tendência e também se reduziu, passando de R$ 389,29 no primeiro trimestre do ano para R$ 387,04 no segundo e R$ 373,60 no terceiro.

Para a FecomercioSP, no último trimestre, é possível uma recuperação no faturamento real do segmento, já que é o mês da Black Friday, período em que há forte estímulo para a realização de compras pela internet e a injeção do 13º na renda das famílias.

Fonte: G1

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