Xiaomi abandona lojas virtuais e some da internet brasileira

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A Xiaomi chamou a atenção na feira de eletrônicos de Las Vegas, a CES 2017, por causa do smartphone Mi Mix. O dispositivo se destaca por causa da moldura praticamente inexistente ao redor da tela. Isso foi nos Estados Unidos, há duas semanas. Enquanto isso, no Brasil, a fabricante abandonou as lojas virtuais de celulares. Consumidores que buscam os produtos da Xiaomi não encontram nenhuma forma de comprá-los. Parece que a marca sumiu da internet brasileira.

Apontada durante algum tempo como “a Apple chinesa”, a Xiaomi chegou ao território nacional em 30 de junho de 2015, num evento repleto de fãs. Na ocasião, o vice-presidente Hugo Barra anunciou que a comercialização dos telefones seria feita exclusivamente pelo site oficial, nos chamados “eventos de vendas” – quando o site permitia as encomendas durante um período limitado de tempo.

Depois, a fabricante começou a vender seus produtos no varejo tradicional, em sites de lojas conhecidas do grande público. É justamente para esses revendedores que o site oficial da Xiaomi (também chamada de Mi) encaminha os internautas que acessam a página oficial. No entanto, a cada clique na seção “Onde comprar”, o potencial consumidor se decepciona: as páginas dedicadas a produtos da fabricante em lojas como Casas Bahia ou Submarino retornam uma mensagem de que não foi possível acessar as ofertas.

O sumiço da Xiaomi no varejo online corrobora a informação divulgada, ainda em maio de 2016, pelo site Manual do Usuário, especializado em tecnologia. Fontes da publicação falaram que a fábrica em Jundiaí (SP) “cessou a produção há meses” e que a empresa pretendia deixar o país.

Outro dado, de que a empresa mudaria de escritório, foi confirmado pela assessoria de imprensa. Ao mesmo tempo, a Xiaomi  garantiu que “a informação [sobre a desistência de continuar no Brasil] não procede”, e ainda completou que estava “expandindo os canais através dos quais vendemos nossos produtos, vide as parcerias com Walmart, CNOVA, Webfones etc”. O site do Walmart, porém, apresenta atualmente uma página em branco onde deveriam estar os celulares da Xiaomi.

A situação atual contrasta com o que foi dito por Hugo Barra em uma troca de emails com o TechTudo, realizada em 25 de maio de 2016: “Primeiramente, quero deixar claro que não estamos saindo do país. Todos os nossos consumidores continuarão a contar com os serviços de suporte ao cliente, assistência técnica e logística. Nosso compromisso com a garantia, assistência, suporte continua regularmente. É assim para os produtos sendo vendidos atualmente e será assim para novos produtos.”

Nós telefonamos para o SAC da Xiaomi. A linha continua operante, mas não é possível comprar produtos ou falar com algum atendente sobre eventuais problemas que modelos como o Redmi 2 venham a ter.

O desaparecimento da fabricante chinesa não se restringe ao varejo online. A página da Xiaomi no Facebook foi atualizada pela última vez em 29 de junho de 2016, com um post que falava sobre 10 mil inscrições para o Xiaomi Beta, um programa de testes de recursos direcionado a consumidores. Já o canal da marca no YouTube recebeu o último vídeo há oito meses – um cardápio com tutoriais quem quer aprender a usar recursos da MIUI, a interface visual que eles instalam por cima do Android.

Sobre redes sociais, Barra esclareceu o seguinte na mesma troca de emails: “A Xiaomi decidiu recentemente centralizar a maior parte do know-how de marketing e social media no escritório central, em Pequim. A equipe Mi Brasil na área de social media tem feito um trabalho magnífico e hoje lidera nossos best practices [melhores práticas, em inglês] no Facebook, por exemplo. Eles continuarão a cuidar das nossas atividades de marketing no Brasil e irão também contribuir para nossos planos para a América do Norte. Com um time lá, o Brasil ganha mais relevância e representatividade junto ao time global.”

Ao que tudo indica, a Xiaomi realmente saiu do Brasil. O TechTudo até tentou, mas não conseguiu localizar a empresa para comentar a indisponibilidade dos produtos e o silêncio em redes sociais.

 

Fonte: Techtudo

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