PDX – O ponto de relacionamento e experiência que até vende

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A loja ou o histórico PDV – Ponto de Venda, tem evoluído de forma consistente para se transformar em um espaço que oferece experiência, serviços, educação, soluções, relacionamento, interação, atualização e até pode vender produtos e também serviços.

Do PDV para o PDX, “X” de tudo, representando a multiplicidade de funções, possibilidades e expectativas com respeito aos espaços anteriormente configurados como lojas.

Essa talvez seja a face mais visível e reconhecida do processo de mudança precipitado pelo avanço do digital e da tecnologia em todos os aspectos da atividade comercial. Mas representa também, de forma ainda mais abrangente, as expectativas que os empoderados GOD-Consumidores têm para esses locais a partir de sua própria evolução, como descrito no Momentum publicado em 16.1.2017.

Essa mudança envolve absolutamente tudo em relação à antiga concepção da loja, com relação à oferta de produtos e serviços, ao design, à ativação e promoção de vendas, ao atendimento, à atuação e ao papel das pessoas, aos instrumentos de monitoramento e controle incorporados e, talvez mais importante, ao empoderamento das equipes que atuam nesses espaços.

E obrigatoriamente envolvendo sua completa integração com outros canais de vendas e relacionamento dentro da concepção Omni.

Já existem diversos PDX surgindo no mercado dentro dessa sua nova lógica. Um deles é a unidade da Nike recém aberta no Soho em Nova Iorque. Em cinco andares são oferecidos experiências, orientações, serviços, customização de produtos, treinos, consultoria técnica esportiva, e até podem ser comprados produtos.

Nesse caso, todos os serviços oferecidos são gratuitos e visam agregar valor aos produtos e, principalmente, posicionar de forma diferenciada a marca.

A equipe que trabalha nessa unidade é, antes de mais nada, envolvida e apaixonada pela marca, produtos e serviços, participando de forma natural e comprometida e, acima de tudo, especializada, com a proposta maior que é fazer daquele espaço um templo da marca e um local interessante para visitar, independente da proposta de comprar algo imediatamente.

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Os consumidores podem ter aulas de basquete, futebol e outras modalidades esportivas com a equipe de especialistas, podem monitorar seu desempenho em corridas e receber orientações sobre produtos, podem organizar atividades em grupos segundo suas afinidades, conhecendo tudo o que já existe na cidade programado a respeito, podem customizar produtos para que tenham “a sua cara”, podem participar de palestras e aulas e, reforçando, até podem comprar produtos da marca dentre os oferecidos e disponíveis na loja ou pelo estoque ampliado através do e-commerce.

Existem outros conceitos que caminham na mesma linha, mas não necessariamente tão completos ou de marcas tão conhecidas.

Um deles foi a pop up store Thrive, concepção desenvolvida por Arianna Huffington, coincidentemente também implantada no Soho, em Nova Iorque, região que tem se caracterizado pelos conceitos mais inovadores e que depois, se validados, avançam para serem implantados em outras regiões.

Na Thrive são oferecidos produtos e serviços categorizados em Tecnologias para o Bem-estar, Aplicativos, Beleza, Cuidados Pessoais, Sono, Criatividade, Realidade Virtual e muito mais, tudo embalado numa proposta totalmente dedicada a um estilo de vida mais consciente, contemplativo, saudável, sustentável, envolvente, interessante e menos estressante.

A curadoria de toda essa proposta é liderada pela co-fundadora, presidente e editora-chefe do Huffington Post Media Group, influente grupo de mídia, e que desenvolveu a proposta a partir de suas próprias concepções pessoais.

Dentro da mesma linha poderiam ser citadas as novas lojas da Apple, especialmente aquela aberta na Union Square em São Francisco (vide Momentum 30 de Maio de 2016)

Existem outras propostas mais ou menos engajadas nessa visão mais ambiciosa e poderíamos incluir também o novo Eataly no reconfigurado World Trade Center, em NY, dentro da mesma análise nas suas múltiplas ofertas gravitando em torno da culinária italiana.

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Evidente que os tradicionais KPIs envolvendo objetivos e metas de unidades como essas são diametralmente diferentes dos tradicionais usados para medir eficiência de pontos de vendas e exigem toda outra concepção para sua avaliação ao longo do tempo.

O fato é que vivemos um acirramento da polarização do varejo de forma ampla, entre os extremos que envolvem a exponenciação da proposta racional Mais por Menos, expressa pelos Clubes de Compras,  Atacarejos e Outlets, entre outros e, de outro lado, por essa concepção do PDX que até vende produtos e serviços, mas tem proposta muito mais ambiciosa e abrangente tocando sentimentos, experiências, relacionamentos, satisfação pessoal e emocional. Tudo tocado transversalmente pelo que é relacionado com o digital.

É um mundo novo, diferente, e se renova a cada instante gerando obrigatoriamente uma nova visão para o varejo.

A partir do dia 14 de Fevereiro, no Rio de Janeiro, no dia 15 de Fevereiro, em São Paulo, e estendendo-se por mais 12 cidades brasileiras e na América Latina, concluindo no dia 19 de Abril, em Portugal, acontecerá o ciclo de apresentações Retail Trends Pós NRF 2017 da GS&MD – Gouvêa de Souza, oportunidade que todos esses conceitos serão apresentados e debatidos pela equipe da empresa e seus convidados especiais. SITE OFICIAL

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