Tecnologia futura, atual ou já ultrapassada?

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A tecnologia tem sido tema central em várias áreas de conhecimento, estudos e aplicações. Muitas vezes até confundimos a tecnologia como sendo o fim em si, e na realidade, ela é o meio pelo qual atingimos as iniciativas propostas.

Internet das coisas, Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Virtual, e outras mais, são abordadas com frequência para imaginarmos e explicarmos como será essa relação de consumo futura. Futura? Me parece que já estão presentes e assimiladas por nós, mas ainda não conseguimos aplicar na prática.

Lembro de um episódio de Friends (sim… ainda é uma das minhas séries favoritas) em que a personagem Phoebe está na casa do namorado milionário da Mônica e observa: “Nossa!! A geladeira dele me deu bom dia!!”. Isso foi gravado há mais de dez anos, naquela época já tínhamos a expectativa que esse era um futuro bem próximo (talvez com uma solução muito cara no início e restrita apenas aos endinheirados), mas o fato é que estamos em 2017 e pouco ainda vemos disponível e acessível no mercado.

A indústria está investindo pesado nessas iniciativas. Quando temos a oportunidade de visitar feiras e congressos, referentes a varejo e tecnologia mundo afora, os destaques sempre são os objetos inteligentes que nos ajudam com as tarefas básicas do dia-a-dia, os robôs, os óculos com visão ampliada, etc. No Brasil tramita desde 2016 o Plano Nacional de Internet das Coisas visando fomentar essa tecnologia.

Ano passado a IBM inaugurou na Alemanha um centro de pesquisa com investimento próximo a US$ 3 bi, focado no desenvolvimento do Watson, que é o computador inteligente que interage com as pessoas, lê e entende a nossa linguagem natural e aprende conforme vamos interagindo com ele. Muitas outras empresas estão junto com a IBM nesse projeto visando o melhor desenvolvimento da inteligência artificial e da internet das coisas para o mercado.

Aqui trago alguns exemplos do que já temos hoje disponível. E isso é apenas um aperitivo de tudo que estar por vir:

  • Alexa: um assistente virtual que vem dentro de uma torre cilíndrica para nos auxiliar com atividades diversas. Que tal ter alguém (ou algo) que nos informe assim que acordarmos quais os nossos compromissos, tocar uma música e nos informar quem é o compositor da canção, informar a previsão do tempo, chamar um uber, incluir na lista de compras ovos já que usamos o último para fazer o café da manhã, etc… Tudo isso via comando de voz.

Vejam abaixo um vídeo demonstrando a experiência de alguns consumidores americanos:

 

  • Impressora 3D de comida: isso mesmo! Que tal substituirmos na nossa cozinha o famoso processador por uma impressora 3D??!! Pois é, o novo lançamento é o Foodini. Nessa impressora os cartuchos servem para colocar ingredientes frescos e a impressora faz todo o trabalho. Acho que agora fica fácil impressionar na cozinha e fazer aquela receita empratada como em restaurante.

 

  • Cama Inteligente: já que temos um assistente pessoal que nos indica e fornece todas as informações necessárias para iniciarmos o dia; uma impressora 3D que faz o jantar gourmet assim que chegarmos em casa… o que mais falta? Será que uma cama que se arruma sozinha é pedir muito? Pois é… agora apenas com um comando pelo celular nem a cama mais precisamos fazer.

 

Pode parecer que estamos há 10 anos projetando esse futuro que não se concretiza. Certeza que cada passo representa uma enorme mudança nas nossas relações de consumo e relacionamento. Como será a rotina das famílias com esses “objetos inteligentes que fazem tudo” dentro de suas casas? Teremos mais tempo para o lazer? Mais horas de trabalho? Mais convívio com as pessoas? Mais consumo??? (muitos podem gostar dessa alternativa).

 

Vou chamar a Phoebe para conhecer essa nova casa (que vai muito além da geladeira) e dar a sua opinião.

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