Atacado cresce em 2016 e supera os R$ 250 bilhões de faturamento

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Setor atacadista consegue um número positivo, estimulado pelo atacarejo, em um ano em que o varejo alimentar sofreu. Veja o desempenho do setor

O setor atacadista conseguiu crescer em 2016. O aumento foi de 6,9% em termos nominais e de apenas 0,6% em números reais. Apesar do número real ser baixo, ele representa um desempenho bem melhor do que o do varejo geral. No ano passado, o setor apresentou um recuo de 6,2%.

Comparando o desempenho do atacado com o varejo alimentar, o setor apresentou destaque. O segmento Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram queda de 3,1% no ano passado, segundo o IBGE.

De acordo com os dados da Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores), o setor atacadista chegou a um faturamento de R$ 250,5 bilhões no ano passado.

Com o crescimento, os distribuidores que atuam com atacado e atacarejo representam 53,7% do mercado de mercearia do País. Este é o 12º ano seguido em que a participação do setor fica acima dos 50%.

Desempenho

Considerando apenas o atacarejo – o atacado que também atende às pessoas físicas – houve um desempenho bem acima da inflação, de crescimento de 11,3%.

“É importante frisar que o atacarejo não tira mercado dos demais modelos de negócio do setor, como o distribuidor e o atacadista com entrega”, explica o presidente da Abad, Emerson Destro.

Em relação aos demais modelos alimentares, como super e hipermercados, contudo, o setor tem ganhado mais espaço. Hoje, as famílias têm feito as compras de abastecimento (maior volume) no atacarejo em detrimento dos hipermercados. As compras de reposição (semanais ou diárias) continuam sendo feitas no varejo de vizinhança (principal cliente do setor atacadista distribuidor).

“Mesmo o varejo de vizinhança tendo apresentado queda em relação ao ano passado (-5,1%), em razão dos cortes impostos às famílias pela situação econômica, essa tendência de abastecimento permanece e deve voltar a crescer assim que houver a retomada do crescimento de emprego”, explica Destro.

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