Inclusão Social – Digital

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Toda quarta-feira na coluna sobre Digital do Mercado e Consumo, muitos profissionais da GS&Comm contam experiências, análises, indagações, etc. de como o Digital vem revolucionando as empresas e as implicações nas relações de consumo. Hoje eu queria convidá-los a fazer uma reflexão um pouco diferente: já paramos para pensar em como o Digital permite uma inclusão social talvez jamais pensada por nós? (não por mim ao menos…)

Os avanços da tecnologia tem proporcionado uma enorme mudança na forma como nós nos relacionamos, é uma mudança de cultura, hábitos e formas de fazer. Com todas essas transformações algumas empresas, empreendedores e sonhadores dedicam tempo e esforços para aproveitar essas inovações e criar soluções que visam ajudar as minorias e permitir a inclusão social delas no mundo atual: digital, rápido e inovador.

Vou listar alguns cases, pois acredito que é a melhor forma de contar essa história:

  • Spotify: um dos serviços de streaming de músicas mais populares atualmente, que conta com mais de 100 milhões de usuários criou um serviço diferenciado: o Parkinsounds. Resultado de uma pesquisa médica que constatou que os pacientes com Doença de Parkinson tem uma sensível melhora na sua coordenação quando estimulados pelo ritmo da música. Com isso a equipe do Spotify em colaboração com os especialistas criaram as playlists que ajudam esses pacientes a fazer as coisas mais simples do seu dia-a-dia.

Vejam o vídeo abaixo, foi ganhador do Festival de Cannes 2016:

 

 

  • Rent a Rentner (contrate um aposentado): na Europa uma das principais questões é o grande número de idosos e aposentados que, além de sobrecarregar o sistema previdenciário, demandam que os governos aloquem mais verbas para saúde e tratamentos. Sabendo que existem muitos idosos que não são “velhinhos” e, pelo contrário, tem muita energia e disposição, porém não encontram espaço no mercado de trabalho, foi criado um portal que visa conectar essas pessoas com o novo mercado. O Rent a Rentner é como se fosse o Uber dos aposentados, mas que não se restringe apenas a motoristas, lá encontramos pessoas querendo vender jardinagem, aulas de culinária, serviços de administração e por aí vai. Dessa forma é possível utilizar uma mão-de-obra qualificada, quem tem experiência e que antes não tinha oportunidade. Imagino o quanto deve fazer bem pro corpo, mente e (bolso) desses idosos que não tinham mais chance no mercado, poder voltar a produzir e fazer a diferença (com certeza para a economia também faz um bem danado).
  • Be My Eyes: esse é um exemplo belíssimo de como o digital e a economia colaborativa podem realmente fazer a diferença, trazendo uma solução simples, porém transformadora. Esse aplicativo conecta pessoas com dificuldade visual com pessoas sem esse problema. Com o slogan: “Quer ser os olhos de uma pessoa cega?”, o usuário com dificuldade solicita ajuda no aplicativo, que busca e conecta aqueles que estão disponíveis para ajudar. Através da câmera do celular o ajudante “enxerga” o que está acontecendo e passa as instruções por voz. Pessoas do outro lado do oceano podem ajudar aqueles que têm dificuldade visual a vestir as meias da mesma cor nas suas manhãs, por exemplo.

Vale a pena entender mais da solução pelo vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Y7bxlR-MxxM&t=29s

Nós como profissionais do Digital, integradores de novas tendências e tecnologias, temos que nos inspirar nesses cases com o compromisso de buscar além de soluções inovadoras para os nossos negócios também manter esse ciclo de inclusões das minorias na sociedade como propósito nas nossas organizações.

 

Caroline Giordani é COO na GS&Comm, empresa do Grupo GS& especialista em projetos e operações digitais.

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