Casas Pernambucanas registra queda de 15,9% no faturamento em 2016

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Varejista tem desafio de gestão para tentar recuperar venda

Considerada uma das mais importantes varejistas do País, a Casas Pernambucanas tem pela frente um desafio de gestão para tentar recuperar suas vendas.

A queda na receita da companhia, que no ano passado fechou em R$ 3,746 bilhões, recuo de 15,9% em relação ao ano anterior, não reflete apenas a crise econômica que afeta o País nos últimos dois anos, mas também problemas na gestão, de acordo com especialistas ouvidos pelo Estado.

Apesar da queda no faturamento, o lucro líquido da companhia no período saltou de R$ 2,8 milhões para R$ 58,4 milhões, mas foi motivado por operações financeiras com cartões de crédito.

Para Marcos Gouvêa de Souza, da consultoria GS&MD, o varejo como um todo enfrenta uma queda brutal do fluxo de vendas no mundo inteiro.

“A companhia tem uma marca muito forte e presença importante em cidades do interior, mas é preciso modernizar a gestão”, disse o especialista.

 

Fundada em 1908 pela família Lundgren, a Casas Pernambucanas passou por uma cisão nos anos 1970, com desentendimentos entre os sócios.

A empresa foi fatiada em três pedaços. Somente os negócios administrados por Helena Lundgren, concentrados em São Paulo e parte do Centro-Oeste prosperaram. As divisões do Nordeste e do Rio de Janeiro não foram adiante. 

 

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

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