Sucessão foi o tema do segundo painel do 6º Fórum Lide do Varejo

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O segundo painel do 6º Fórum Lide do Varejo foi sobre “Sucessão” e abordou as formas como as empresas e famílias mantêm sua identidade e integridade no processo. Os participantes foram Adriana Auriemo, sócia-diretora da Nutty Bavarian; Glauber Gentilo, CEO da Gentil Negócios; Julio Mottin Neto, presidente da Panvel,  e Ricardo Roldão, CEO da Atacadista Roldão.

Os mediadores foram Marcos Gouvêa de Souza, fundador e diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza e Presidente do Lide Comércio, e Luiz Fernando Furlan, Chairman do Lide.

Adriana Auriemo é filha do Dr. Caio Auriemo, fundador da rede de laboratórios de análises químicas Delboni Auriemo e contou sua história. Ela assumiu, ampliou e transformou a Nutty Bavarian em rede de franquias. Uma tia trouxe a companhia dos Estados Unidos, mas não quis mais continuar. “Além de gostoso, é um produto extremamente nutritivo. Por vir de uma família que lida com saúde, isso me animou muito e decidi assumir”, contou. Ela tem três irmãos e todos têm a veia empreendedora familiar, embora não na área do pai. Todos aprenderam com o patriarca que “se é para fazer, faça bem feito”, além da importância de ter propósito. “Confesso que há alguns anos a empresa andava sem. Até que decidimos unir a Nutty Bavarian a algumas instituições, como a Adus, que cuida de refugiados. Criamos um modelo de franquia solidária para este público”, disse.

Julio Mottin Neto falou sobre a varejista Panvel, que tem 406 lojas espalhadas pelo sul do país e três em São Paulo. Mais uma vez, a preocupação com saúde está muito presente. “Nosso propósito é muito claro. Não vamos vender um produto que faz mal”, explicou. A rede tem marcas próprias, com produtos de beleza e quer expandir suas unidades, que são o ponto central da estratégia digital da empresa. “A presença nas redes sociais é fundamental para interagir com os clientes”, disse.

Glauber Gentil, da Gentil Negócios, empresa especializada em franquias e varejo, disse que teve um “estalo da sucessão. De que é necessário respeitar o que foi feito por quem transformou o nada em alguma coisa e tornar essa coisa algo melhor”.  A aplicação da governança e de uma boa metodologia são essenciais para proteger o negócio.  O empresário destacou: “isso pode não trazer imunidade, mas é uma baita vacina”.

Ricardo Roldão também contou sua trajetória. “Não sei se sucedi ou criei. Comecei junto com meu pai e uma Kombi, na década de 1980, vendendo produtos perecíveis diretamente para pequenos varejistas. A empresa cresceu até o grupo assumir este modelo de atacarejo”, esclareceu. Somando todos os irmãos, são sete na linha de sucessão. A família trabalha com uma coach, que auxilia na tomada de decisões em grupo. Para Roldão, ter visão de futuro é fundamental, observar se a próxima geração tem vocação para assumir os negócios, além de dar formação para que esse talento se desenvolva. “Na 2ª geração, o índice de sucesso na sucessão nos negócios é de 25%, na 3ª, de 15% e na 4ª geração de apenas 9%”, revelou.

No espaço aberto para perguntas, Luiza Helena Trajano contou que, no início, as empresas familiares eram mal vistas. “No começo, não podia nem falar que era empresa familiar, os críticos odiavam”, disse. Para ela, não houve segredo para a companhia se tornar um sucesso. “O que houve foi um enorme respeito pela empresa. Ninguém tirava dinheiro da companhia se não estava dando lucro. A escolha do Frederico não foi por ele ser homem, mas por ser competentíssimo e ter se preparado muito”, explicou. Sobre a questão de gênero ela se queixou: “agora o conselho vai ter cota. Deixa as mulheres decidirem!”

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