A força de uma marca!

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Quais são as marcas mais relevantes para você? Qual marca você sentiria falta se ela deixasse de existir? Você atende as suas necessidades exclusivamente por marcas?

Cada vez mais o consumidor entende o seu poder de decisão e acaba definindo o rumo estratégico das grandes marcas. As fortes tendências do mercado marcam esse momento, expondo qual o caminho que devemos seguir:

  1. Big Data: Entender que a tecnologia é transversal, uma forma de acelerar e aproximar a relação com o mercado, através de grandes volumes de dados, transformando informações em ações de relacionamento, unindo a capacidade humana e a artificial.
    a) Case: A Under Armour implementou a análise e coleta de dados em suas estratégias para desbancar a eterna líder do fornecimento de materiais esportivos. O investimento recente da marca foi de 710 milhões de dólares, adquirindo três startups criadoras de aplicativos de ginástica, acessando assim mais de 120 milhões de usuários. Com esse grande volume de informação, a possibilidade de extrair conhecimento é quase infinita. E já iniciaram essas ações, em parceria com uma empresa de tecnologia vestível (wearables). A Under Armour pretende fornecer atividades, expertises e rastreamento nutricional a esportistas praticantes que desejam melhorar seus desempenhos. E o objetivo dessa ação? Ajudar o consumidor a melhorar o seu desempenho, pois, segundo a marca, quanto mais engajada as pessoas ficam, maior a inclinação para comprar novos equipamentos.
  1. Sustentabilidade: O omniconsumidor busca mais que iniciativas pontuais e discurso politicamente correto. Além dos três pilares: Economia, Sociedade e Meio Ambiente, ele deseja Transparência, que é o grande desafio dessa tendência.
    a) Case: Cada vez mais marcas de moda e beleza se preocupam em agredir menos o meio-ambiente. Entre os fabricantes de cosméticos, há uma ONG Internacional que regula e certifica laboratórios e empresas que não utilizam cobaias, a Cruelty Free. Algumas marcas como NATURA, incluindo The BodyShop; o Grupo Boticário (detentor das marcas Eudora, Quem disse Berenice?, The Beauty Box, O Boticário e a recém adquirida VULT) seguem essa tendência. Essa é, cada vez mais, uma exigência do consumidor, que não se preocupa apenas com a relação com a marca, mas como ela trata todo o seu processo de produção. 
  1. Propósito: Entender que esse questionamento ultrapassa a barreira empresarial, há uma razão pela qual a marca compreende a sua existência.
    a) Case: O ITAÚ é uma marca que está fazendo inúmeras campanhas, desde a apresentação feita em junho de 2017 “Estimular o poder de transformação das pessoas”. Com isso, todas as ações são voltadas para multiplicar o que a empresa entende que seja o seu significado. Transformar em Cultura e comunicar é um grande desafio! 
  1. IOT, a Internet das Coisas: Em inglês, Internet of Things, para citar apenas alguns deles: videogame, geladeiras, smart tv’s, relógios, celulares, tablets e notebooks. Todos esses utensílios já possuem aplicações baseadas em serviços de internet. As Smart Houses oferecem cada vez mais conforto ao omniconsumidor. Explorar essa grande massa de dados, transformando em experiência para o cliente é fundamental para a existência da marca.
    a) Case: A SAMSUNG apresentou na CES 2018, a maior feira de eletrônicos do mundo, o projeto para que todos os seus produtos estejam integrados a partir de 2020, tanto os residenciais quanto os de escritório. A fala do Presidente da Samsung Consumer Electronics Hyunsuk (HS) Kim “na Samsung, acreditamos que a Internet das Coisas deve ser fácil como apertar um botão. Com os novos produtos e serviços anunciados, estamos tornando a IoT mais fácil, mais transparente. Estamos comprometidos em acelerar a adoção da IoT por todos e levar inteligência a todos os dispositivos Samsung conectados até 2020. Esses avanços vão ajudar os consumidores a perceber os benefícios de uma vida conectada simples e integrada” resume a preocupação com o omniconsumidor. 
  1. A Realidade Mais que Virtual: É muito difícil precisar quando a Realidade Virtual foi criada. Em 1935, o conto de ficção científica “Os Óculos de Pigmalião”, de Stanley Weinbaum, descreve um par de óculos que traz um mundo surreal que combina hologramas com sons e cheiros, como se fosse um projetor individual. Foi a primeira e a mais precisa descrição sobre o que seria a Realidade Virtual. Essa transformação chegou para ficar! Mas o omniconsumidor busca a integração, ou seja, o desafio está em tratar o ambiente virtual e ampliado no omnichannel. Uma referência muito interessante é o artigo do Marcos Gouvêa de Souza nesse link.
    a) Case: O Singles Day, o Dia dos Solteiros. Uma invenção do chinês ALIBABA explora a Realidade Aumentada e transforma em 17,8 bilhões de dólares o faturamento do dia, criando o Maior Dia de Compras do Mundo! A Macy’s participou do seu primeiro Singles Day com o ALIBABA em uma experiência virtual. Outras marcas internacionais, como Target, CostCo e Tokyo Otaku Mode, também estão testando compras virtuais com o gigante chinês.

E existem mais frentes como essas, no entanto, no centro da relação está o omniconsumidor, integrando suas vontades e necessidades através da inteligência humana e artificial.

A força de uma marca vem através das suas atitudes e iniciativas. Faça a diferença, transforme as tendências em realidade!

*Imagem reprodução

2 COMENTÁRIOS

  1. Acho que há um exagero na interpretação do case Itaú ,banco com taxas escorchantes não tem com essa imagem transformar vida de ninguém .O que poderia transformar era o Itau praticar juros acessíveis que permitiria as pessoas alavancarem seus negócios .O Itaú por este aspecto não transforma nada ,pura conversa fiada .

  2. “Samsung é condenada a pagar US$ 533 milhões à Apple por copiar design do iPhone”,três patentes da Apple estavam envolvidas no caso, especialmente a forma retangular com as bordas arredondadas e os ícones coloridos enfileirados na tela.
    Será que fatos gravíssimos como este não tira a credibilidade dos próximos lançamentos da Samsung na próxima CES ?

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