Lojistas esperam vendas de inverno iguais às de 2017

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Pesquisa feita pela FCDLESP (Federação das Câmeras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo) aponta que a expectativa de vendas para as liquidações de inverno pode seguir os mesmos números de 2017. Isso acontece devido ao inverno sem muito frio e da interferência dos jogos do mundial no horário do comércio.

De acordo com o estudo, 38,76% dos lojistas do estado acreditam que as vendas serão como no ano passado. Já para 34%, a expectativa é vender menos que 2017. Para o presidente da FCDLESP, Mauricio Stainoff, as altas temperaturas ainda não motivaram consumidores a comprar vestuários, um dos setores mais beneficiados por esta época do ano. “A questão climática tem influenciado os hábitos de consumo neste inverno. Infelizmente, para o comércio, o calor pode afetar a decisão de compra do consumidor”, explicou.

Os dados da pesquisa também mostram que nem mesmo a Copa do Mundo está deixando o comércio mais empolgado. Quando questionados sobre a expectativa de vendas durante o Mundial, apenas 15,58% dos varejistas acreditam em um aumento de lucro, já 84,42% deles acreditam que o evento não tem influenciado na decisão de compra do consumidor.

“Para 27,85%, a Copa do Mundo pode ajudar a vender mais. No entanto, são alguns setores que se beneficiam, como bazares, lojas de armarinhos, produtos temáticos, além de bares e restaurantes que recebem mais movimento”, afirmou Stainoff.

Uma outra pesquisa feita pela Cielo, mostra que um dos setores que tem se beneficiado durante esta época do ano são as padarias, devido aos horários dos jogos.  De acordo com o levantamento, as vendas aumentaram 11,4% no dia que o Brasil venceu a Costa Rica e 9,3% quando derrotou a Sérvia, numa quarta-feira.

Nesta data, um dos setores que mais foi impactado negativamente foi o de vestuário, com queda de 49,9%, comparado a uma quarta-feira comum.  Stainoff explicou que a crise econômica e conjuntura política do país também têm influenciado as vendas. “A economia ainda está melhorando, mas não é o suficiente para gerar confiança. Desta forma, poupar ainda é uma escolha do consumidor. Além disso, durante a Copa do Mundo há quebra nos horários do comércio, que muitas vezes fecha”.

*Imagem reprodução

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