Magazine Luiza tem maior crescimento dos últimos cinco anos

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O varejista Magazine Luiza divulgou seus resultados financeiros relativos ao segundo trimestre de 2018. Num período marcado pela Copa do Mundo, por uma das maiores greves já vistas no país e pela reversão parcial das expectativas econômicas, a companhia registrou o maior crescimento trimestral de vendas dos últimos cinco anos. O faturamento total — lojas físicas e plataformas digitais — avançou 43%, atingindo 4,6 bilhões de reais. O lucro líquido atingiu 141 milhões de reais, um crescimento de 94% em relação ao mesmo período de 2017.

Esse desempenho é resultado, sobretudo, da conjugação de estratégia comercial, no modelo de negócio baseado na multicanalidade e agilidade na gestão, sobretudo em momentos de incerteza.

O controle inflacionário, a queda recorrente dos juros, a expectativa de recuperação da atividade econômica e a proximidade da Copa do Mundo geraram um clima generalizado de otimismo no início do segundo trimestre de 2018. Para capturar as oportunidades do momento, o Magalu lançou, em março, a campanha “Sai Zica”, que incentivou o consumidor a trocar seu aparelho de TV do 7 a 1 por um novo modelo. A campanha, que se estendeu até o final do mundial, contribuiu para que o Magazine Luiza dobrasse sua participação de mercado na categoria imagem em relação à Copa do Mundo de 2014.

Ao levar o cliente até a loja para a troca de aparelhos, a promoção teve um papel importante no aumento de 34,1% das vendas dos 884 pontos físicos do varejista espalhados pelo país. Houve, também, ganhos para a marca.

A greve nacional dos caminheiros, em maio, foi o ponto crítico para a piora das expectativas econômicas. E representou um desafio imprevisível para as empresas brasileiras — sobretudo, as do setor varejista. Para evitar que a paralisação comprometesse os resultados, a companhia montou, ainda nos primeiros dias da greve, um Comitê de Crise. Foram tomadas medidas como o aumento dos prazos de entrega de novos pedidos, sua comunicação imediata à base de clientes e o direcionamento das campanhas de marketing para produtos com estoque em loja. Após o final do movimento, a Malha Luiza — formada por 1.700 microtransportadores — foi rapidamente mobilizada para a regularização do abastecimento de lojas e entregas em atraso. Em três dias, 98% das lojas estavam totalmente abastecidas. E, em menos de uma semana, as entregas pendentes foram feitas.

O foco na transformação digital é refletido no desempenho do e-commerce. Representadas pelo site e pelo app de compras (com 16 milhões de downloads), as vendas digitais da companhia no segundo trimestre de 2018 avançaram 66,1%. A velocidade de crescimento do e-commerce superou por larga margem os números apresentados pelo setor — segundo dados do E-bit, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 13,2% entre abril e junho deste ano.

Um dos destaques é o marketplace. Lançado no final de 2016, a plataforma já conta com 1.500 sellers e oferece 2,6 milhões de itens. No trimestre, o marketplace contribuiu com vendas adicionais de 150 milhões de reais e passou a representar 10% das vendas digitais da companhia.

*Imagem reprodução

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