Índice IFECAP aponta recuperação da confiança no varejo em julho

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Levantamento realizado pela FECAP aponta que o comércio brasileiro recuperou o fôlego e a expectativa para os próximos meses é de otimismo. De acordo com o Índice IFECAP de julho, houve melhora nos três indicadores de confiança em sua última medição. No índice geral, que leva em consideração o ajuste sazonal, houve alta de 4,9%, atingindo 121,37 pontos, melhor desempenho do trimestre.

“Os índices favoráveis são fruto da melhora nas vendas no mês de junho e da sensação de otimismo para os próximos meses, motivada pelas datas comemorativas”, analisou Erivaldo Vieira, Coordenador do Núcleo de Pesquisa da FECAP. O Indicador Momento Atual das Vendas teve alta de 8,7%, passando de 103,22 para 122,19 pontos, nível 10% acima da média dos últimos doze meses. Já o Índice Futuro ficou em 135,14, crescimento moderado de 0,6%.

Em relação à análise dos números, sem levar em conta o ajuste sazonal, os resultados mostram percepção conflitiva em comparação a julho de 2017: o Índice Momento Atual é 6% superior aos valores registrados naquele período e os números do Índice Futuro estão 3% abaixo dos valores de um ano atrás. A média móvel trimestral do IFECAP apresentou ainda redução de 3% em relação ao mês de junho de 2018.

O parâmetro que mais influenciou a confiança do empresariado do comércio no mês passado foi o Índice Momento Atual dos Negócios, que chegou ao maior nível dos últimos doze meses (109,88 pontos), registrando crescimento de 13,9% em relação ao mês anterior.

“Parte da rápida melhora de percepção dos empresários é proveniente da recuperação das vendas depois do choque de demanda e de abastecimento decorrente da greve dos caminhoneiros e, também, da comparação com os valores do ano anterior”, explica Vieira. Os Indicadores de Momento Atual de Vendas e Momento Atual de Encomendas estão 22,3% e 7,6%, respectivamente, acima dos valores registrados no mês de julho de 2017.

Já o Índice Futuro de Vendas passou de 139,27 para 142,22 pontos neste mês, crescimento de 2,1% em relação ao mês anterior e de 6,7% em relação ao ano anterior. Apesar do resultado positivo, os números ainda estão 13% abaixo dos registrados em março deste ano, o que mostra ainda uma frustração em relação à expectativa de cinco meses atrás.

O Índice Futuro das Encomendas, por sua vez, apresentou números negativos em todos os comparativos, sendo 1,1% em relação ao mês anterior e 7,5% em relação ao ano anterior. O indicador em julho ficou em 128,07 pontos, nível 19% abaixo de janeiro de 2018, quando chegou ao maior valor dos últimos doze meses.

A decomposição do IFECAP por porte de empresa mostra que somente as médias empresas recuaram suas expectativas no mês de julho. As demais, inclusive, avançaram no indicador e registraram níveis mais altos de otimismo.

*Imagem reprodução

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