“Se os dados são o petróleo, a inteligência artificial é o motor”

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Que número poderá ser maior do que o de estrelas na nossa galáxia ou o número de neurônios no cérebro humano? O número de dispositivos que em breve poderão estar ligados através da Internet em todo mundo – a resposta foi dada na Web Summit pelo presidente da Samsung, Young Sohn, para ilustrar o potencial de inovação e negócio num mundo cada vez mais conectado.

A esta abundância de aparelhos ligados uns aos outros (aquilo a que o jargão do setor tem chamado de Internet das Coisas) junta-se uma quantidade de dados que cresce a cada dia e que podem ser dissecados por algoritmos, e ainda uma capacidade de computação que é cada vez maior e mais barata. Formou-se, disse Sohn, “a tempestade perfeita” para uma proliferação de inteligência artificial, uma tecnologia que “já anda por aí há 30 anos”, mas que promete agora transformar praticamente todos os setores da sociedade e ser um novo motor econômico.

Sohn – que preside um dos maiores grupos empresariais do mundo, cujos produtos vão de celulares a frigoríficos – afirmou que a inteligência artificial está transformando as indústrias gigantes, como fabricantes de automóveis e a criação de novos medicamentos. Mas fez questão de apontar riscos e incógnitas.

Referindo-se aos muitos desafios éticos da tecnologia, perguntou: “Vamos criar mais ou menos empregos? Vamos ser mais diversificados ou vamos ter uma inteligência artificial mais estreita?”

As perguntas estão em linha com algumas das questões que já nesta segunda-feira, no mesmo palco, foram levantadas pelo secretário-geral das Nações Unidas. “Nas próximas décadas vamos assistir a uma grande quantidade de novos empregos criados, e uma grande quantidade de empregos destruídos. É impossível saber qual destes números será maior. É óbvio que a relação entre lazer, trabalho e outras ocupações vai mudar drasticamente”, disse António Guterres, na apresentação de abertura da Web Summit.

Num tom que tem sido ouvido em muitas intervenções este ano, Young Sohn reconheceu que os desafios não serão simples: “A mudança vai ser muito drástica, muito dura e não haverá respostas óbvias.”

Fonte: Portal Publico

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