O OMNICONSUMIDOR no centro das decisões da indústria automobilística

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Em sua 30ª edição, o Salão Internacional do Automóvel aconteceu em São Paulo entre os dias 8 e 18 de novembro. Trata-se do 4º maior salão do mundo e um dos mais importantes eventos na economia brasileira. Todas as marcas de automóveis comercializadas no Brasil estavam presentes.

Para quem teve a oportunidade de conferir pessoalmente o evento percebeu uma abordagem diferente da indústria e respectivas marcas em relação a exposições dos seus produtos e serviços.

Nesta edição ficou claro que possuir bom portfólio de produtos e com custo benefício é uma obrigação para operar num mercado extremamente competitivo. E que a diferenciação passará pelo melhor entendimento da jornada de compra do consumidor.

E sobre esse tema, nota-se que algumas das montadoras realmente estão levando o assunto a sério e investindo em iniciativas totalmente alinhadas e que atendam os anseios e desejos deste novo consumidor, isto é, um OMNICONSUMIDOR que está muito mais conectado, informado e principalmente exigente.

Isso se refletiu principalmente na maneira como as marcas desenvolveram seus espaços. Muitas delas montaram seus stands a partir do conceito de Brand Space proporcionando uma experiência diferenciada e interativa com seus visitantes. De certa maneira já simulando o que seria uma concessionária do futuro.

Outro aspecto muito valorizado na feira foi a utilização de tecnologias para explorar os benefícios dos carros e promover uma experiência impactante para as pessoas. Aplicações de realidade aumentada, realidade virtual, digital signage entre outras sendo usadas com viés de negócios e não só para ativação da marca. Tais exemplos que inclusive temos presenciado na estratégia digital de grandes varejistas brasileiros.

E por trás de tudo isso, existe um movimento muito maior que envolve a transformação do modelo comercial atual do setor automotivo. A necessidade de entender e atender melhor esse novo consumidor está obrigando a indústria a rever quais seriam os melhores caminhos de chegar aos clientes com eficiência e principalmente efetividade.

Inclusive algumas marcas já estão colocando na prática modelos disruptivos. É o caso da VW que a partir de dezembro passa a testar a “concessionária digital”, que poderá ser aplicada em espaços menores, como shopping centers, eventos e mesmo até a casa do comprador.

Os concessionários lançam mão da tecnologia, incluindo a realidade virtual, para “irem até onde o cliente está”, e iniciam o desenvolvimento de novos canais de relacionamento e interação com consumidores. O mais fascinante nesse movimento é que a utilização de tecnologias e plataformas digitais certamente vai fortalecer o modelo tradicional de rede de concessionários. Obviamente os distribuidores terão que se adaptar ao novo modelo, mas ao final dessa jornada transformadora, os empresários com visão de negócios poderão sair mais fortalecidos já que terão a capacidade de acompanhar de fato a jornada de compra do consumidor.

Neste novo contexto, um bom revendedor poderá investir e se dedicar em gerar receitas com serviços e pós-vendas e manter uma base de clientes fiel e com relacionamento mais sustentável. Poderão utilizar novos formatos digitais para gerar leads mais qualificados e desenvolver um trabalho de nutrição com potenciais clientes valorizando muito mais os benefícios dos produtos por perfil de cliente. Um modelo como esse sendo implementado com sucesso tornará o processo de vendas mais saudável, pois as negociações deixarão de ser pautadas somente por promoções e descontos. Literalmente entra se num ciclo virtuoso de vendas e relacionamento com consumidores.

Acompanhar o movimento dessa indústria é essencial já que interfere nos hábitos e costumes de qualquer sociedade. O novo jeito de pensar das montadoras de veículos influenciará o futuro da mobilidade e o consumidor no epicentro das decisões viabilizará um grande ecossistema de negócios onde orbitarão dezenas de empresas como as de tecnologia, transporte, serviços, financeiras, seguros, operadoras de celular entre outras.

Vivenciar e presenciar uma indústria tão robusta e importante se adaptando o novo mercado com ações práticas não deixa de ser uma grande inspiração e referência para qualquer profissional que atua na indústria ou varejo.

A dica é manter-se atento e quem sabe aproveitar insights desse setor para o seu negócio.

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