Starbucks Xangai: um case para inspirar e provocar

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Um dos projetos mais recentes e impressionantes do varejo global certamente é a maior Starbucks do mundo que fica na China.

Inaugurada em dezembro de 2017, a loja em Xangai tem mais de 2.700 mil metros quadrados e é tão grande que tem até guia e mapa para apoiar na trilha de experiências de seus clientes.

Muito mais importante do que ser uma mega loja, esse projeto que era um sonho e virou realidade para a rede nos diz muito sobre as infinitas possibilidades de levar uma experiência única para o OMNICONSUMIDOR.

Considerado um verdadeiro templo da bebida, o local é chamado de Meca dos amantes do café e, para executivos da empresa, um laboratório de trabalho inovador e revolucionário.

Essa cafeteria de alta tecnologia e que cria uma experiência interativa realmente diferenciada é resultado de uma parceria da Starbucks com o Alibaba Group. Esta é a segunda de seis cafeterias especiais da marca e que estão sendo chamadas de Starbucks Reserve Roastery.

Essa aliança na China diz muito sobre a magnitude do projeto e o que o futuro próximo pode nos reservar sobre uma verdadeira jornada de compras digital e integrada (ON e OFF).

Os clientes são engajados a embarcar numa jornada sensorial impactante e a maior novidade da loja não está visível a olho nu. Em diversos pontos da cafeteria estão disponíveis funções de realidade aumentada, que podem ser acessadas através de um smartphone. Apontando para um determinado local é possível conhecer a origem dos grãos de café que você está consumindo, por exemplo. Os visitantes se sentem imersos em todas as visões, sons e aromas do café sendo torrado no local.

Como apaixonado e profissional que atua no varejo, acredito que este é o tipo de trabalho que deve servir como inspiração para todos que transitam na área. Literalmente é uma das melhores referências atuais da transformação de uma “commodity” no “state-of-the-art” do varejo moderno.

Além disso, pode servir como provocação e reflexão para todas as empresas que buscam em suas estratégias OMNICANAIS iniciativas digitais que proporcionem uma experiência fluída, efetiva e que realmente gere valor para seus clientes.

Mesmo no Brasil onde o tema das lojas digitais e interativas tem evoluído bastante, muitas indústrias e varejistas com portfolio de produtos muito mais aderentes a esses tipos de soluções engatinham no entendimento de uma jornada que faça sentido para seus consumidores seja no ON LINE como no ponto físico.

E muitos que tomam a iniciativa de seguir em frente em estratégias e experiências OMNI, acabam optando por processos e tecnologias sem considerar um estudo mais consistente sobre o que realmente faz sentido para o seu negócio. Evidentemente temos visto que uma solução que funciona num segmento de varejo não funciona em outro.

Outro fator que tem nos chamado a atenção em algumas redes que tem testado novas iniciativas é que tão importante do que o “Front End” é toda inteligência aportada no planejamento do “Back-End”. Tecnologias mais acessíveis e pressão para não ficar para trás, fazem com que a tentação de executar sem planejar seja maior.

Além de ser um projeto que inspira e provoca qualquer um que acompanha o varejo, pode se tirar desse case uma lição das infinitas possibilidades e do potencial da transformação digital na relação de consumo.

A frase de JACK MA, o magnata, investidor e cofundador do Alibaba na inauguração da loja resume em poucas palavras o significado desse projeto “Nobody thinks you can sell coffee like this”.

Por isso estar atento no que acontece em mercados como o chinês, americano ou europeu certamente é uma fonte inspiradora e poderosa para quem pretende fazer a diferença por aqui.

 

NOTA: Quer saber mais sobre a China, um mercado em transformação? Faça aqui o download deste “e-insight” desenvolvido pelo Grupo GS& Gouvêa de Souza e suas unidades com o intuito de compartilhar conhecimento e estimular uma melhor compreensão sobre a realidade do mercado em transformação.

*Imagem reprodução

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