Queda de receita e novas parcerias da Apple impactam a rede Best Buy

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A Apple revisou para baixo sua previsão de receita para o terceiro trimestre. Em nota para os acionistas, Tim Cook, CEO da Apple, avisou que a receita deverá chegar a US $ 84 bilhões, menos do que os US $ 89 bilhões a US $ 93 bilhões anteriormente anunciados. A notícia deverá abalar a varejista norte-americana Best Buy, cujas vendas são compostas de 15% a 20% por produtos da Apple.

Cook responsabilizou “a fraqueza econômica em alguns mercados emergentes [que] acabou tendo um impacto significativamente maior do que havíamos projetado”, sobretudo da China, além da menor quantidade de atualizações do iPhone. Em 2017, a Best Buy afirmou que o lançamento do iPhone X da Apple fora responsável pelo seu déficit de receita de US$ 100 milhões. Naquele momento, acreditava-se que o déficit seria compensado no próximo trimestre.

Mas, agora a varejista deverá ser impactada de outra forma pela Apple. A fabricante anunciou que expandiu suas parceiras no varejo, passando a disponibilizar sua linha completa na Amazon e expandindo a quantidade de produtos comercializados pela Costco. Diante disso, a UBS emitiu um alerta, afirmando que a queda de receita e as novas parcerias da Apple representam riscos de longo prazo para a Best Buy: “A distribuição expandida significa que será mais difícil para a [Best Buy] sustentar seus ganhos de ações”.

A Apple deseja aumentar as vendas com a ampliação de seus parceiros varejistas, mas é possível que tenha que reduzir os preços de seus produtos para atingir os resultados esperados. Analistas da empresa de serviços financeiros Wells Fargo afirmaram que acreditam “que a fraqueza da demanda pelo iPhone, juntamente com a queima de estoques de canais, pode persistir por alguns trimestres”.

Outro fator que está sendo considerado é a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Kevin Hassett, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, disse que “’muitas empresas’ e não apenas a Apple provavelmente serão forçadas a rebaixar suas previsões de vendas caso não haja um acordo com a China”.

*Imagem reprodução

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