Executiva da rede de fast food Chick-fil-A conta como aprimorou operação graças ao uso de dados e analytics

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Karen Hinson, analista chefe da rede de fast food Chick-fil-A, fez a apresentação “A evolução do Chick-fil-A usando visual analytics para ajudar seus clientes a ‘comerem mais chikin’”, durante o NRF Retail’s Big Show. O principal tema foi o uso de dados e analytics pela rede de restaurantes para melhorar o seu serviço e ter maior eficiência. A palestra também contou com a participação de Jeff Huckaby, diretor de segmento de mercado global, varejo e bens de consumo da Tableau Software.

“Foi excepcional, vencedor, incrível e energizante para quem é do mercado de foodservice ver o tamanho de oportunidade que nós temos quando começamos a refletir sobre os dados que temos”, disse Cristina Souza, diretora executiva da GS&Libbra, que conferiu a palestra.

“Em um mundo onde todos têm acesso aos mesmos dados, o poder é equilibrado. Mas no mundo real, um negócio geralmente tem mais ou menos informação do que outro, e sempre que isso acontece, a balança é inclinada a seu favor”, disse Karen.

A executiva contou como a empresa transformou seu bancos de dados do Excel e do Access em uma plataforma de análise usando o software Tableau e como essa possibilidade de visualizar os dados ajudou a empresa a tomar melhores decisões, aumentando a eficiência e até a receita.

Ela acredita que as empresas que descobrem como aproveitar os dados para tomar decisões melhores e mais rápidas têm uma grande vantagem no mercado. “Mesmo as cadeias de fast-food podem aproveitar os dados para avançar”, comentou a executiva.

Ela contou que a Chick-fil-A não foi a única a dar maior atenção para os dados. O Burger King, por exemplo, os utilizou para fazer o lançamento de seu novo aplicativo, usando a geolocalização dos telefones dos usuários e enviando cupons para os clientes, vendendo o sanduíche Whopper por um centavo se estivessem a menos de 100 metros de um McDonalds.

A Chick-fil-A já utilizava dados e relatórios de desempenho desde 1999. Porém, o trabalho era todo manual, feito por meio do Excel e do Microsoft Access. Na época isso era revolucionário, mas foi se tornando cada vez mais complicado. “Era necessário pelo menos um dia inteiro de trabalho todos os meses”, contou Karen. Além disso, faltavam dados analíticos, o que tornava as informações menos úteis. O mesmo acontecia com os relatórios anuais, que demoravam cerca de um mês para serem produzidos e eram caros e ineficientes.

Para resolver o problema, a companhia apostou no Tableau, um painel analítico que automatiza as etapas para geração de relatórios e atualiza painéis para levar as informações sempre que necessário. “Os usuários podem filtrar dados rapidamente e personalizar os dados para que eles visualizem exatamente o que estão procurando, sempre que fizerem login”, disse a executiva.

O sistema também produz o relatório anual. “Parece o mesmo que o antigo relatório anual, mas ele não apenas envia o relatório para os executivos como um PDF, mas também permite que eles façam login nos dados para que possam usá-los”, explicou.

O sistema também é usado nas lojas para reduzir filas e melhorar o atendimento nos horários de pico. “As lojas agora têm exatamente o que precisam, quando precisam”, disse a executiva, observando que o novo sistema organizacional reduz o tempo de espera do cliente.

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