Cresce compra de autopeças no e-commerce

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Em 2017 o e-commerce teve 55,15 milhões de consumidores ativos, 76% de aumento desde 2013. Em 2017, alcançou faturamento de quase R$ 48 milhões, segundo dados da plataforma de pesquisas sobre hábitos de consumo virtual Ebit. Pesquisa realizada recentemente pela empresa alemã Statista também revelou que o número de compradores virtuais, os chamados e-shoppers, tende a alcançar 95 milhões em 2021.

O setor automotivo tem hoje participação de 8% em todo o setor industrial, que por sua vez representa quase 25% de toda arrecadação do PIB. Esses números vão de encontro ao volume de produção que a indústria tem alcançado nos últimos anos: 2,15 milhões de veículos em 2016, 2,7 milhões em 2017 e 3 milhões em 2018.

Esses dois mercados lucrativos se encontram quando falamos da comercialização eletrônica de peças automotivas. Este é um segmento que vem crescendo no mercado digital e que já é sucesso fora do e-commerce, apresentando números maiores até que os de faturamento da própria indústria de automóveis em geral. Em 2015, as lojas físicas de autopeças faturaram pouco mais de R$ 100 bilhões contra R$ 69,2 bilhões das concessionárias no mesmo ano.

No e-commerce, os números altos acompanham. Somente no Mercado Livre, um dos maiores marketplaces da América Latina, a categoria segue como líder de vendas desde 2014. De acordo com Leandro Ribeiro, responsável pelo setor de auto peças do Mercado Livre, esse crescimento se dá pela necessidade e facilidade da compra. Ele destaca que “ninguém acorda e fala: ‘quero comprar um para-choque’, mas, quando surge a necessidade, as pessoas vão para a internet”.

O setor também aparece em evidência no relatório Webshoppers, que mostra que, entre 2014 e 2015 o crescimento da presença de autopeças no e-commerce foi de 82,7% e de 75% entre 2014 e 2015, já representando, então, 4% de todas as vendas no e-commerce. A pesquisa sobre variações de vendas da Fenabrae com a Sindipeças mostra que, entre janeiro e outubro de 2016, as vendas de automóveis tiveram declínio de 22,8% enquanto as de autopeças cresceram 5,4% no mesmo período.

*Imagem reprodução

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