Oportunidade para 2019! Quando a categoria vira loja – Parte 2

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Oportunidade para 2019! Quando a categoria vira loja – Parte 2
[tempo para leitura: 3 minutos]

Hoje falaremos mais sobre uma estratégia de extrema relevância tanto para indústrias que desejam atuar em canais diretos, quanto para varejistas multicategorias que desejam repensar canais e formatos de loja. E também como transformá-la em execução. Denominamos esse movimento estratégico de Plataforma Mono Categorias.

Jean Paul Rebetez iniciou essa conversa no artigo “Oportunidade para 2019! Quando a categoria vira loja” onde introduziu o tema e compartilhou um recente formato de loja do Grupo Pão de Açúcar, o Adega.

Antes que pense que estamos falando de Inovação já adianto que não! Estamos falando de Renovação. E o mais bacana disso é que movimentos como esse estão alinhados às grandes transformações nas empresas. Já dizia JP, “As ideias disruptivas que até então eram consideradas de longo prazo e de execução planejada, agora são aquelas ideias e iniciativas que são encaradas no curtíssimo prazo, AGILE!”.

A síntese é antes de Inovar, Renove. Ou seja, antes de partir do zero e fazer algo novo a companhia deve entender o seu propósito e ampliar o seu potencial. Ou seja, renovar-se. Muitas empresas quando pensam em inovação remetem a coisas inexistentes, algumas vezes inatingíveis, de difícil acesso ou algo muito inesperado. Esse pensamento, aliado ao desalinhamento organizacional, causa frustrações, perdas de tempo e recursos. E a difícil resposta de qual é o tempo ideal para executar o seu projeto.

Mas voltando ao tema central do artigo, essa estratégia já foi usada por empresas como Renner, quando lançou em meados de 2010/ 2011 o formato de loja exclusivo da sua marca de moda jovem Blue Steel, que anos depois passou a se chamar YouCom. Em setembro do ano passado a empresa lançou o formato físico exclusivo da marca Ashua, voltada para moda plus size, que até então era vendida somente na loja virtual.

Isso também aconteceu no final da década de 90 com a marca Bershka, do Grupo Inditex, proprietário da Zara, e que hoje possui mais de mil lojas em dezenas de países.

Se formos falar de marcas exclusivas de indústrias que viraram lojas, a quantidade de exemplos é imensa. Caso tenha tempo e interesse falamos nisso no artigo “Desintermediação que nada. Quem sai ganhando é o consumidor”.

Outro fato interessante dos exemplos recentes é que essas lojas já nascem integradas On/Off e com experiências relevantes para o consumidor na jornada de compra. E isso tem completa relação com a capacidade de conectar pessoas a produtos e serviços em qualquer lugar, sem atrito e de maneira conveniente.

Deixamos algumas perguntas para provocar reflexões:

Por que não temos muitos exemplos de categorias que viraram loja exclusiva? Não fazem sentido?

Quem é praticante de atividades outdoor, ou possui um olhar cuidadoso com o varejo, pode imaginar que seria um tremendo sucesso uma marca como a Quechua, da Decathlon, com um formato exclusivo e compacto, ”desplugado” da loja de departamentos?

Ou uma loja com a linha de produtos exclusivos para casa da marca Tramontina Design Collection?

De certo há desafios relacionados ao alinhamento organizacional e à manutenção da operação no dia-a-dia, concorrendo com as novas iniciativas. O medo de testar e aprender e a falta de conhecimento sobre atalhos para fazer mais rápido e melhor fazem parte deste processo.

Conhecer as limitações, os desafios e se permitir é o ponto de partida. Contar com equipe especializada para acelerar é o meio do caminho. Ser relevante e consistente para o consumidor é a linha de chegada.

NOTA: Nós da GS&Consult somos experts em varejo e relações de consumo. Estamos comprometidos em ajudar as marcas a avaliar e superar esses desafios e apoiamos no desenvolvimento de suas estratégias e na construção de suas operações de varejo e distribuição. Saiba mais no nosso site www.gseconsult.com.br

*Imagem reprodução

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