O marketplace vai morrer?

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Em nossos eventos Retail Trends, que levam o conteúdo do NRF Retail’s Big Show 2019 para outras capitais, um dos temas que estou abordando no palco é a questão do Blockchain, do qual falei recentemente em outro artigo.

É certo dizer, por exemplo, que o Blockchain irá trazer para o varejo nos próximos anos uma revolução similar ao impacto da internet ainda na virada do século.

Se você ainda não tem ideia do que significa o termo, de forma simplista, é uma tecnologia que permite que uma informação seja totalmente descentralizada, através da encriptação e distribuição dessa informação em toda a rede, sendo hoje considerado o modelo mais seguro e confiável para a gestão de dados.

Por adotar um modelo descentralizado, um dos mercados digitais que irá transformar profundamente será o dos marketplaces, tão em voga, e, até mesmo, considerados saturados nos dias de hoje. É difícil conversar com alguma marca do varejo e indústria, com presença online, que não tenha e nem esteja pensando ou começando a desenvolver algo na linha do marketplace.

Pode ser um caminho ruim, pela velocidade com que o formato será considerado ultrapassado. Os modelos de hoje necessitam um intermediário, um servidor ou local que armazene e realize todas as transações entre anunciantes (quando não é a marca direta) e compradores.

O mercado e suas demandas irão forçar rapidamente as empresas a adotarem ou se adaptarem ao novo padrão. Questões como segurança das informações, velocidade de transações, ou mesmo uma avaliação mais consistente de quem vende e quem compra nesses ambientes virtuais poderão rapidamente transformar o mercado e a maneira como atuamos hoje.

As marcas que trabalham hoje de forma híbrida, tanto vendendo de maneira própria os produtos, quanto operando também como marketplace, exemplo da Amazon, Magazine Luiza, Americanas, entre outras, podem ter impactos menores. Empresas como Mercado Livre, Elo 7, e demais que não operam diretamente com a venda ou distribuição, poderão sentir mais os impactos.

Uma das tecnologias que surgem através do Blockchain e podem forçar o mercado a novos modelos, é o chamado Ink Protocol, algo como uma assinatura ou perfil que pode ser utilizado em diversas plataformas. A segurança da Blockchain funciona para certificar a reputação de um determinado vendedor (como nos casos dos marketplaces), ou consumidor (pensando em bancos, seguros, financeiras, entre outros) entre as plataformas que fizerem uso da tecnologia.

Já há modelos hoje no ar operando em Blockchain, como o Open Baazar, que permite o contato direto, sem intermediários, entre vendedores e consumidores. Uma das vantagens desse tipo de formato é que as empresas se tornam instantaneamente globais, favorecendo inclusive o comercio cross-border, que ultrapassa fronteiras e hoje se faz tão desejado pelos varejistas.

Para que haja uma velocidade maior de transformações, ainda são necessários alguns protocolos a serem desenvolvidos, em suma, uma espécie de upgrade do que existe hoje, mas que já se encontra em fase de desenvolvimento.

É tempo de se adaptar, e principalmente, tempo de reavaliar suas estratégias de médio prazo no campo digital.

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