Tendências da alimentação: comer dentro de casa e usar o digital

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Para encerrar a jornada de aprendizados desta edição da NRA Show, a GS&Libbra realizou o FOODSERVICE EXECUTIVE SUMMIT, no escritório do Uber Eats Chicago. Como parte da manhã com rico conteúdo, David Portalatin, vice-presidente e consultor da indústria alimentício do Grupo NPD realizou a palestra “Review and Outlook on the US Foodservice Consumer” (Revisão e Perspectiva sobre o Consumidor de Foodservice dos EUA).

O executivo trouxe alguns dados do consumo de alimentação fora do lar nos Estados Unidos. Em 12 meses, de março de 2018 a março de 2019, foram gastos US$ 1,37 trilhões, o que representa um crescimento de 1,8% em relação ao período anterior.

“O crescimento do fluxo de pessoas nos restaurantes foi de 1% e este percentual se tornou o novo estado normal do foodservice americano”, afirmou Portalatin. Isso acontece porque as pessoas estão consumindo mais refeições em outros locais, fora dos restaurantes, utilizando opções como o delivery, o drive thru e as compras ‘para viagem’, no modelo chamado ‘off premises’.

Outro fenômeno destacado pelo executivo foi a estabilização da quantidade de refeições realizadas dentro de casa e fora dela. De acordo com ele, cerca de 20% das refeições dos americanos são realizadas em casa, considerando alimentos preparados dentro da própria residência e consumidos dentro e fora dela. Já o percentual de refeições de restaurantes é de 18%. Esta estabilização acontece desde 2013.

A digitalização e o e-commerce vem crescendo no foodservice também, não apenas no varejo em geral. A quantidade de pedidos realizados por meios digitais, incluindo computadores e smartphones (aplicativos, mensagem de texto e sites), saltou de 1,1 bilhões em 2014 para 3,2 em 2019. Isso representa um crescimento médio de 23% ao ano. “Nossa previsão é que até 2020, quase 8% de todo o tráfego da indústria de alimentos será digital”, disse Portalatin.

O vice-presidente também comentou a tendência de crescimento dos petiscos, que deixaram de ser apenas uma opção para o consumidor que está entediado e quer fazer um lanchinho. “Os snacks se tornaram uma oportunidade para resolver pequenos problemas para os consumidores e eles são grandes oportunidades para os fabricantes em uma variedade de partes do dia e necessidades”, contou. Estes lanches se tornaram substitutos para refeições completas.

Os americanos voltaram a fazer grande parte de suas refeições em casa, sobretudo o jantar. No ano 2000, a média de jantares realizados em restaurantes por pessoa era de 71. Hoje, esse número é 56, o que representa uma queda de 15%.

* Imagem divulgação

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