H&M investe no segmento de objetos de decoração na Índia

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A rede varejista Hennes & Mauritz (H&M) deseja entrar no mercado indiano de produtos de decoração, em um movimento que lançará a marca de moda na concorrência com empresas locais, como a Bombay Dyeing e a Fabindia, além da sueca Ikea.

Um desdobramento da grife de moda de rua, a H&M Home vende produtos como almofadas capas, cobertores, cortinas e acessórios. “Estamos olhando para o segmento residencial e serão produtos de decoração e não móveis. Não há muitos players nessa categoria e a gama de produtos não muda há anos. No setor organizado, nossa força será oferecer o sortimento mais atualizado”, disse Janne Einola, principal executivo da H&M na Índia.

A empresa ainda não decidiu se a sua incursão no varejo de mobiliário será através de um formato autônomo ou se aproveitará as lojas existentes para vender novas linhas de produtos. Globalmente, a H&M Home possui 362 store-in-store e oito lojas autônomas, em cerca de 50 países. Com vendas anuais de 1.109 crore na Índia, a H&M, segunda maior empresa de vestuário do mundo, superou em receita todas as marcas do segmento, exceto a Zara, após três anos de operações na Índia. A varejista de Estocolmo estoca itens de moda rápida criados internamente e faz parceria com designers para coleções únicas.

Ela mantém um grande estoque de itens básicos e de uso diário fornecidos por fabricantes na Índia e em Bangladesh. Essas peças têm preços mais baixos do que aquelas vendidos por concorrentes. As varejistas estrangeiras precisam atender 30% das normas locais de fornecimento para operar suas próprias lojas no país. A H&M disse que a Índia é um grande fornecedor global de produtos para o lar e que se esses itens forem vendidos localmente, as normas de fornecimento seriam atendidas.

Isso daria à empresa vantagens significativas de custo. “Um monte de produtos para casa vendidos globalmente são produzidos na Índia e nós nos beneficiaremos em termos de fornecimento, dado que estes serão feito na Índia e vendidos aqui também”, acrescentou Einola. O aumento da demanda por produtos de mobiliário premium e com altas margens  atraiu players organizados para um segmento que é em grande parte desorganizado no país.

A Ikea abriu sua primeira loja na Índia em Hyderabad no ano passado, enquanto o grupo JSW lançou sua marca Forma no segmento de móveis e decoração há um mês.

* Imagem reprodução

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